Você sabe, nós gostamos mais de discutir o futuro e suas variantes do que pensar muito no presente – costuma ser menos complicado. Por isso achamos bem interessante o curta-metragem World Builder, criado por Bruce Branit, cineasta especializado em computação gráfica. A ideia é mostrar como construir o futuro deverá ser mais fácil, pelo menos virtualmente falando.

Branit, que já recebeu uma indicação ao Emmy por seu trabalho de efeitos especiais no remake de Star Trek, e que deu também seus pitacos em alguns capítulos de Lost, criou o World Builder em sua própria empresa, a Branit FX. O curta rendeu prêmios em alguns festivais americanos, como o Festival Internacional de Cinema de Indianápolis. E, convenhamos, ele é bem feito. É interessante pensar que as cenas com humanos foram filmadas em apenas 4 horas, mas que o filme todo precisou de 2 anos para ser concluído, já que todo o cenário e seus detalhes foram criados no computador.

Se aqui fosse o espaço da crítica do filme, eu diria que ele é uma “alegoria sobre o futuro da humanidade nos campos da engenharia e arquitetura, mas além disso, um sutil aviso sobre a tênue linha que dividirá o real e o virtual nas próximas décadas”. Como eu não sou crítico de cinema, prefiro dizer que ele é uma solução muito mais interessante do que o monótono fundo preto do AutoCAD, que as animações do filme são bem interessantes 
– a holografia sempre será sinônimo de algo futurista – e que a atuação dos atores é discutível. Mas, ei, eles filmaram tudo isso num fundo verde, acho que eles merecem um desconto. [Branit FX, Obrigado Sergio Salgueiro!]