Nas guerras desta geração de consoles, o Xbox One ficou para trás do PS4 tanto em vendas quanto no imaginário do consumidor. Inclusive, um relatório de janeiro deste ano da firma de inteligência de jogos SuperData apontou que o console da Microsoft vendeu metade dos números conquistados pelo da Sony. Para ser sincero, a Microsoft está levando uma surra.

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E é por isso que o novo Xbox Game Pass, da Microsoft, é exatamente o tipo de coisa de que o console precisa. Pense em um serviço como o Spotify ou o Netflix, mas para Xbox One. Quando for lançado na primavera do hemisfério norte, a assinatura de US$ 10 por mês do Xbox Game Pass dará aos clientes acesso ilimitado a mais de 100 jogos de Xbox One e Xbox 360.

A Sony tem o seu próprio serviço de assinatura, o PlayStation Now, mas ele difere do Xbox Game Pass de algumas maneiras. Em primeiro lugar, o PlayStation Now tem apenas jogos de PS3; o Xbox Game Pass incluirá títulos de Xbox One e Xbox 360. Segundo, o PlayStation Now apenas transmite os jogos por streaming, enquanto você pode baixar o título completo para Xbox com o Xbox Game Pass. O serviço da Microsoft será similar ao EA Access, que oferece a usuários de PC e Xbox One acesso ilimitado a jogos selecionados da EA, por US$ 30 dólares por ano (R$ 59,90 no Brasil).

A Microsoft ainda não lançou uma lista com os títulos, mas as imagens na página de anúncio do serviço mostram Halo 5, NBA 2K16, Payday 2, Soul Caliber II, Fable III, Mad Max, Saint’s Row IV, Lego Batman, entre outros. A Microsoft diz que irá acrescentar mais títulos ao serviço a cada mês. Se você quiser comprar um jogo após jogá-lo, pode consegui-lo com 20% de desconto. Membros Xbox Live Gold já têm acesso a jogos gratuitos a cada mês, com títulos de Xbox 360 e Xbox One. O Xbox Game Pass não exigirá uma assinatura Live Gold, apesar de seus inscritos serem uns dos primeiros na fila a terem acesso ao serviço.

A seleção de jogos provavelmente determinará o valor geral do Xbox Game Pass, mas, presumindo que a Microsoft consiga entregar títulos de primeira que não sejam velhos, essa pode ser uma ótima maneira de conquistar mais gamers casuais para o Xbox. Uma das maneiras por como a Microsoft conseguiu capitalizar nos últimos anos do Xbox 360 foi com o crescente número de títulos Xbox Live Arcade. O XBLA foi uma maneira barata de jogadores casuais que compraram um Xbox 360 primariamente como um media player de entrarem nos jogos também; se feito corretamente, o Xbox Game Pass pode ter impacto semelhante.

Além disso, essa mudança para assinaturas de jogos é uma coisa para a qual todos devemos nos preparar. Da mesma maneira que serviços de assinatura para filmes, TV e música substituíram a compra de mídias digitais e físicas para uma geração de consumidores, as assinaturas de games podem eventualmente se tornar o jeito como os gamers de fato conseguem seus jogos.

Agora, há uma lista de prós e contras nessa realidade. Pelo lado positivo, seria mais barato para os jogadores testarem diferentes tipos de títulos e experimentar uma variedade mais ampla de jogos. Pelo negativo, uma mudança para o serviço de assinatura de jogos poderia tornar mais difícil para os desenvolvedores de jogos ganharem dinheiro — especialmente aqueles em estúdios menores. Nós observamos que, com a mudança para assinaturas de TV, música e filmes, os consumidores tiveram acesso a muito mais conteúdo (ótimo!), mas ficou mais difícil para os criadores sobreviverem (ruim!).

Ainda assim, como alguém que comprou um Xbox One S especialmente como player de Blu-ray 4k, estou ansiosa para jogar mais jogos (de maneira barata) na primavera.

Imagem do topo: Alex Cranz/Gizmodo