Irma, Sandy, Katrina… É só falar esses nomes que a imagem do desastre já vem à mente. Todos esses se referem aos furacões que deixaram milhares de mortos e feridos ao longo da história. 

Agora, o crescimento da ameaça proporcionada pelas mudanças climáticas levou o Serviço Meteorológico de Sevilha, na Espanha, a nomear também as ondas de calor. A que atingiu o país em julho de 2022, elevando as temperaturas a mais de 43 ºC, recebeu o nome de “Zoe”. 

Essa é a primeira vez que uma onda de calor é nomeada. De acordo com especialistas, o fenômeno causa estragos invisíveis na economia mundial, afeta os membros mais vulneráveis da sociedade e mata mais pessoas do que qualquer outro evento climático. Ao mesmo tempo, é um problema subestimado e incompreendido. 

O novo sistema implantado em Sevilha divide as ondas de calor em três níveis, provocando respostas das autoridades de acordo com cada classificação.

Dependendo da situação, a cidade pode emitir alertas climáticos, estender o horário de funcionamento de piscinas públicas e até mesmo enviar agentes comunitários para verificar a situação de pessoas vulneráveis em suas casas.

Apenas as ondas de calor de categoria 3 são batizadas. Os nomes Yago, Xenia, Wenceslao e Vega estão reservados para os próximos eventos climáticos que atingirem a cidade.

A equipe por trás do projeto espera que a nomenclatura ajude a conscientizar a sociedade sobre os riscos das altas temperaturas.

O calor pode levar ao aumento de incêndios, o que contribui para o aquecimento global e ainda gera problemas respiratórios para a população. A desidratação e seus efeitos no corpo humano também podem acompanhar o fenômeno.