A Apple divulgou hoje os números (faturamento, lucro, vendas) relativos ao primeiro trimestre de 2012. Seguindo a tendência de muitos trimestres, o crescimento continua forte e constante. Assustador, para ser mais preciso.

Comparar o recém-anunciado relatório financeiro da Apple do primeiro trimestre de 2012 com o do último do ano passado seria injusto. As datas festivas impulsionam o lado consumista das pessoas e ainda tivemos o iPhone 4S. Por isso, o ideal é confrontar esses números com os do mesmo período do ano passado. Nesse contexto, o crescimento da Apple continua de assustar.

Os números crus nos dizem que no primeiro trimestre de 2012 a empresa faturou US$ 39,2 bilhões, sendo US$ 11,6 bilhões de lucro, esse último crescimento de +93% em relação ao ano passado. Nas vendas, foram 35,1 milhões de iPhones e 11,8 milhões de iPads. Todos esses números são praticamente o dobro dos de um ano atrás; no caso do iPad, mais que o dobro. Além do crescimento, outras tendências recentes foram mantidas: vendas de Macs levemente em alta e as de iPods caindo e caindo e caindo…

Alguns analistas classificaram como “um pouco decepcionantes” as vendas de iPads; a expectativa era de que fosse vendidas 13 milhões de unidades, número por pouco não alcançado. John Gruber, afiado como sempre, colocou a questão sob perspectiva: em um segmento sem concorrência séria e com crescimento de 151% em relação ao último ano, “decepção” não parece ser a palavra adequada para classificar o desempenho do tablet da Apple.

A conference call, onde o CEO Tim Cook comenta os números, terminou há pouco. Em meio à sessão de perguntas e respostas, Cook foi questionado sobre o Windows 8 e sua estratégia de estar em notebooks/desktops e tablets ao mesmo tempo. Ele respondeu:

“Qualquer coisa pode ser forçada à convergência, mas o problema é que produtos são uma questão de escolhas, e você começa a fazer escolhas até o ponto onde o que sobra não agrada a ninguém. Você pode convergir uma torradeira e uma geladeira, mas essas coisas provavelmente não irão agradar a ninguém.”

Ele ainda disse que o potencial para vendas do iPad ainda está “fora do alcance dos olhos” e reforçou a importância do MacBook Air, dizendo que há muito público para o notebook e que a tal convergência, ou “computação sem compromisso”, lema do Windows 8, não faz parte do futuro da Apple. A previsão é de que o faturamento da Apple para o próximo trimestre chegue a US$ 34 bilhões, o que será um recorde para o período. [Apple]