Desde o FIFA 15, se você é brasileiro e gostaria de jogar com seu clube no game, você só tem tido dor de cabeça. Naquele ano, por falta de acordo com atletas do Campeonato Brasileiro, a EA Sports decidiu por excluir todos os times do País do game, para evitar processos por parte dos jogadores. E quem achava que com o passar do tempo a questão se resolveria se enganou. Três anos depois, os times brasileiros até aparecem, mas com atletas genéricos. E agora os da vida real decidiram entrar com uma ação coletiva para cobrar R$ 50 milhões em direitos de imagem.

O valor seria equivalente à utilização da imagem dos atletas em 20 diferentes versões do jogo, entre 2004 e 2017, segundo o Globo Esporte, com mais de quatro mil aparições de jogadores, alguns deles repetidos. O pedido é que seja pago R$ 20 mil a cada atleta mais o salário mensal que este recebia no período da aparição no game, o que, segundo o advogado Leonardo Laporta, que representa o sindicato, seria o valor que o jogador “deixou de receber por não negociar esse direito”.

Apesar de o pedido ter sido feito pelo Sindicato de Atletas de São Paulo, Laporta afirma ao Globo Esporte que também prepara ações parecidas em Minas Gerais, Bahia, Goiás e Santa Catarina.

Por anos, a EA Sports falou abertamente sobre a dificuldade de se negociar as licenças dos clubes e jogadores brasileiros, já que, pela ausência de uma liga ou sindicato que represente todos os clubes, a produtora tinha que bater de porta em porta para negociar os direitos individualmente. Em outras ligas do mundo, a negociação é feita com apenas uma entidade, é mais ágil e menos aberta a brechas legais.

Portanto, se sua expectativa era de que com o tempo a relação entre EA Sports e clubes e jogadores brasileiros se estreitasse em direção a uma resolução mais amigável, aparentemente o que temos é o oposto. Enquanto isso, você vai ter que se contentar com atletas como Paulolettinho, Farinha e Vidigal, que aparecem na escalação do Palmeiras.

[Globo Esporte]

Imagem do topo: FIFA 18/Divulgação