Há alguns anos uma empresa chamada Joseph Enterprises tentou comercializar nos EUA um aparelho chamado “The Clapper“. Ligado na tomada, ele podia controlar até dois aparelhos diferentes sendo ativado por palmas. Não deu muito certo e virou meio que uma piada, mas a ideia de automação de casas presente nele permanece viva. Entra em ação o Reemo – uma combinação de pulseira, receiver e nada mais do que isso – e agora estamos mais perto de uma casa com tudo controlado remotamente, como em Os Jetsons.

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Sistemas de automação doméstica hoje em dia fazem praticamente qualquer coisa sem que você precisa levantar do sofá, mas ainda há uma barreira relativamente alta que separa aqueles menos familiarizados com tecnologia. Em outras palavras, as pessoas que mais poderiam se beneficiar desses sistemas (como idosos) são as pessoas com mais dificuldade para usá-los.

O Reemo, por sua vez, é tão surpreendentemente simples que a idade não deve ser uma barreira. Sendo jovem ou idoso, você conseguirá usar sem grandes problemas.

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Eis como funciona: o Reemo é uma pulseira e um conjunto de pequenos receptores no formato de uma caixa preto que pareiam com dispositivos espalhados pela sua casa – lâmpadas, termostatos, TVs, e mais. Não é necessário derrubar paredes, e você não precisa aprender truques complicados. Não precisa nem de apps. Há apenas um passo simples que conecta seus eletrodomésticos à pulseira: aponte para ele a uma distância de até 30 metros, e então faça um dos seis movimentos reconhecidos pelo Reemo.

Você pode, por exemplo, configurar seu Reemo para acender uma lâmpada ao girar seu pulso.

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E então simplesmente mover seu braço com esse gesto e pronto – a luz é acesa.

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Mas o Reemo não controla apenas as luzes. Em seu estágio atual de desenvolvimento – ele ainda é um protótipo – consegue iniciar e pausar a reprodução de um vídeo. Quando a campanha de financiamento coletivo for iniciada, no entanto, o COO da Reemo, Al Baker, diz que ele será capaz de ainda mais, como explicou ao Gizmodo:

Ele controla basicamente tudo o que usa eletricidade. Pode ser um termostato, um sistema de automação doméstica Xfinity, sua TV, ou até mesmo substituir seu teclado e mouse. Ele conta com uma unidade de medição inercial de 9 eixos que faz rastreamento de movimentos, então pode ser usado como mouse. Você pode clicar em ícones, mover coisas, ajustá-las, desenhar – o que quiser.

Tudo isso parece ótimo. Mas, mais do que ser um brinquedo, o Reemo quer fornecer também um serviço necessário. Assim, ao menos inicialmente, o dispositivo será voltado para pessoas que precisam de cuidados especiais em casa. Ele conseguirá dizer quando uma pessoa interage com a casa, e como ela faz isso. O que, para cuidadores, é excelente, já que conseguirão acessar essas informações de longe.

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Mas a beleza no Reemo é que ele tem potencial para ser tão bom ao lidar com tarefas complicada como tem para as mais simples. É um sistema que simplifica toda a interação do usuário para alguns poucos movimentos. É brilhante nesse sentido. É fácil imaginar como outras empresas podem aplicar isso aos seus produtos – afinal, o bracelete que o acompanha deixa espaço livre para monitoramento de atividades.

Mas, obviamente, ele não será muito barato. Um kit de iniciantes, com uma pulseira e alguns sensores, custará entre US$ 200 e US$ 250 quando o Reemo iniciar sua campanha no Indiegogo nos próximos meses – mas o pessoal de lá já conversa com outras empresas na esperança de levar sua tecnologia para outros lugares.