Em um mundo onde câmeras de celulares estão cada vez mais avançadas e as máquinas de lentes intercambiáveis estão mais baratas e menores, há espaço para uma câmera compacta, “point & shoot” de 14 MP, cheia de recursos e cara? A lógica faz pensar que não, e foi exatamente o que pensamos quando a avistamos pela primeira vez na CES, mas a Canon aposta que este mercado existe com esta PowerShot G1 X, que chegou há poucas semanas ao mercado americano por US$ 800. O DPReview soltou um daqueles exaustivos reviews de 10 páginas e zilhões de fotos e saiu com uma recomendação positiva:

Ao contrário de várias compactas (e fiel à filosofia de design geral da Canon sobre a sua série G), a G1 X oferece uma ampla variedade de controles externos, um visor articulado e um viewfinder óptico, o que a faz não apenas uma câmera atraente para entusiastas de SLRs mas também uma potencial alternativa para as reflex de entrada ou câmeras micro-quatro-terços (especialmente se você pensar que a maior parte dessas câmeras só é usada com sua lente do kit original)

Em se considerando tudo, a G1 X pode ser uma ótima ferramenta fotográfica se estiver acomodada nas suas necessidades. Ela tem uma qualidade de captura de imagem excelente em praticamente todas as situações de luz e traz um alcance de zoom bem versátil em um pacote compacto, eliminando a necessidade de lentes intercambiáveis. Em combinação com a abundância de controles externos, ela acaba sendo uma ótima alternativa para viagens onde você não pode levar muito peso e para fotógrafos de paisagens.

Conheço várias pessoas que têm outras câmeras da série G da Canon (a G10, G11 ou G12, por exemplo) e são bem satisfeitos com elas.  Em resumo, a G1 X é uma câmera com controles profissionais meio disfarçada em câmera de lente fixa. Há o viewfinder de fábrica que permite melhores fotos em ambientes muito iluminados, muitos controles manuais em botões (e não no touchscreen, que muitas vezes são um saco), uma lente versátil com zoom; um sistema de estabilização de imagem poderoso e saída em RAW, perfomance de sobra em ambientes com pouca luz e, mais importante, um sensor animal:

Sensores de câmera

Para referência, o comparativamente "enorme" sensor do Nokia Pure View está entre o da Nikon CX e o 1/1.7'', comum a point&shoots

Nem tudo são flores, é claro. Ela tem um autofoco bastante lento em comparação a seus concorrentes diretos, especialmente em macro; a bateria não é das melhores; e o vídeo, apesar de ser 1080p, também poderia ser melhor. Enquanto todas as concorrentes vão para o caminho das camerinhas sem espelho (e eu amo a minha GH2), a Canon faz esta aposta bem curiosa, de lentes fixas mas com sensor gigante. Pelas fotos que ela é capaz (até em ISO 1600), é um belo feito de engenharia e seria uma bela aquisição para qualquer fotógrafo como segunda câmera — o DPReview considera a G1 X melhor que, por exemplo, a incensada N5 da Sony. Mas se você ainda não é fotógrafo e está interessado em começar a tirar fotos mais sérias (sem muita ação), trabalhá-las depois mas não sabe se tem disposição para entrar no caro mundo de lentes, essa pode ser uma alternativa interessante. Vá ler lá dar uma olhada nas belas fotos do grupo da G1 X no Flickr ou o review inteiro no DPReview para ver se ela é para você.

Canon G1 X

[DPReview]