Tecnologia

Empresa lança plataforma de gestão da memória digital de quem morreu

Sidney Pedrotti, CEO da Guarda Digital, explica que usuários podem armazenar fotos, vídeos e mensagens em um ambiente seguro; saiba mais
Imagem: Freepik/Reprodução

Falar de morte é um tabu milenar e a maior parte das pessoas não gosta de conversar com sua família ou amigos sobre o que gostaria que acontecesse quando esse inevitável momento chegar. Nos dias de hoje, também há a preocupação com a memória digital de quem morre.

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Pensando nisso, a empresa brasileira Guarda Digital decidiu lançar uma plataforma inédita, onde é possível planejar, fazer um testamento, avisar que é doador de órgãos e até mesmo deixar recados para quem te ama após sua morte, fazendo uma verdadeira “memória digital” pós-morte.

Em entrevista ao Giz Brasil, Sidney Pedrotti, CEO da empresa, explicou que a plataforma é uma resposta direta aos desafios enfrentados pelas famílias durante um dos momentos mais difíceis da vida.

“Embora a morte seja um tabu, precisamos falar sobre ela e planejar o pós-vida para preservar a memória da família”, enfatizou. A ideia da empresa, inclusive, veio a partir de uma experiência pessoal.

“Em uma véspera de Natal, perdi a pessoa mais fundamental da minha vida: minha mãe. Antes de sua partida, ela tentou compartilhar comigo como se preparar para o inevitável, mas, como muitos, eu não estava pronto para ouvir”.

A partir disso, Pedrotti começou a pensar em maneiras de fazer com que outras famílias não passem pelo mesmo que ele e nasceu a plataforma.

“O propósito do guarda é levar essa informação de uma forma mais clara e transparente. É um assunto que precisa ser tratado”, explicou. Além da parte tecnológica, a plataforma também oferece uma consultoria jurídica e um acolhimento.

“Temos uma equipe comprometida em oferecer suporte compassivo e recursos significativos para ajudar os usuários a enfrentar o processo de maneira saudável, positiva e eficiente”.

Importância da memória digital

Além da parte burocrática, outro fator importante é a memória digital. Os usuários podem armazenar fotos, vídeos e mensagens em um ambiente seguro e criar homenagens personalizadas.

“A rotina de todos está cada vez mais ligada ao digital, por isso buscamos fornecer as ferramentas e o conhecimento necessários para enfrentar os desafios de gestão neste momento delicado”, disse Pedrotti.

“Não tem preço para mim você ter as mensagens ali e toda vez que sentir saudade poder ouvir a voz, o bom dia. Qual o valor disso? Não tem. Poder ter essas informações guardadas é inestimável”, conta.

Na plataforma é possível deixar mensagens de voz, vídeos ou mensagens escritas que só serão reveladas após sua morte.

Futuro da plataforma

Cris Béo, Representante Comercial do Guarda Digital, explicou que a empresa vem crescendo e já busca expandir seus serviços.

“O Guarda vem crescendo a cada dia e encorpando mais serviços dentro da plataforma. Então a gente hoje está trabalhando nas linhas de consumidor final e também para o B2B, onde a gente consegue colocar nosso produto dentro de planos de assistência funeral”, disse ao Giz.

Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

Jornalista que cobre ciência, economia e tudo mais. Já passou por veículos como Poder360, Carta Capital e Yahoo.

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