Já faz bastante tempo que os smartphones tornaram-se essenciais em nossas vidas. No entanto, celulares mais modernos podem chegar a custar mais de R$ 4.000, transformando-se em verdadeiros objetos de luxo e distantes de grande parcela da população.

Em períodos de arrocho econômico, entretanto, é comum cortar gastos e procurar alternativas mais acessíveis. No caso dos celulares, por exemplo, é possível gastar até 60% menos na compra de um excelente smartphone, buscando por produtos usados. Essa prática, bastante difundida em países europeus e nos Estados Unidos, cresce exponencialmente no Brasil.

Mas, como os varejistas têm implementado essa ideia? Os produtos são muito antigos? Não se engane! É possível encontrar celulares lançados há pouco tempo, como o iPhone 6 e sua versão maior, o  iPhone 6 Plus, por preços muito abaixo do valor de um novo. Para alavancar a venda de aparelhos novos, lojas do ramo compram os celulares usados de seus clientes e repassam esses telefones para empresas especializadas.

Desde o final de 2014 no mercado, a Trocafone conta com a parceria de mais de mil lojas, entre elas Samsung e iPlace, além de fabricantes e revendedores das principais marcas de smartphones. É possível fazer a avaliação do aparelho usado em uma dessas lojas parceiras, que fica com os aparelhos usados e oferece vouchers de desconto aos interessados. Os parceiros repassam estes aparelhos para a Trocafone, onde, em seu laboratório técnico, são testados hardware e software e, somente após essa minuciosa avaliação, são colocados à venda em suas plataformas – atualmente a Trocafone conta com seu e-commerce e quiosques em shoppings, sua mais nova aposta. Também é possível fazer uma autoavaliação por meio do site e enviar o smartphone usado pelos correios.

Fundada pelos argentinos Guillermo Freire e Guillermo Arslanian, a Trocafone, que atua no Brasil e Argentina, faturou no último ano mais de R$ 100 milhões. No último semestre de 2016, iniciou seu projeto de expansão com a abertura de um quiosque no Shopping Tamboré, em Barueri. Além disso, a empresa também possui planos para abrir operações em outros países da América do Sul em 2018.

Como observa Guillermo Freire, o mercado de usados no Brasil e na América Latina está em franca expansão por existir um gap grande entre a classe mais alta, que troca de celular a cada lançamento, e as classes mais baixas, que desejam, mas nem sempre têm acesso a essa tecnologia.

A meta para os fundadores da Trocafone é triplicar o faturamento em 2017. Como? Apostando no bom preço – o ticket médio hoje gira em torno de R$ 750 e um iPhone 6 sai a partir de R$ 1.370,00 – e na vontade de difundir uma das principais bandeiras da empresa: o consumo mais consciente, que se preocupa com o meio-ambiente e dá novo uso a objetos tecnológicos que poderiam virar lixo eletrônico. Conheça mais!