O que você perdeu a respeito do Sir Howard tornando-se o Imperador da Sony é que isto significa que ele venceu a guerra para reorganizá-la – o que significa que as coisas da Sony poderão voltar a ser animais novamente.

Houve boatos de uma mudança drástica na Sony envolvendo o abate de “vacas sagradas”. Deve ser por aí mesmo, já que o Sir Howard quer tirar a Sony da produção antolhada e sem originalidade de hardware e rumar para algo mais unificado e focado no software e na conectividade, coisa que a Sony sempre foi, pra não dizer pior, bem merdinha.

Assim, ter dois grandes grupos – um de produtos ao consumidor que faz TVs, câmeras, este tipo de coisa, e outra divisão interligada que gerencia o PlayStation, Walkman e Vaio – é algo bom por dois principais motivos. O primeiro é que aumenta a probabilidade do foco no software evoluir e os acessórios trabalharão juntos legitimamente de maneiras satisfatórias (algo bastante necessário, pois o que faz os produtos da Sony serem ruins – quando o são – raramente é o hardware, mas sim o software, e seu ecossistema é uma bagunça desordenada, e esquizofrênica). O segundo motivo é que eles lançarão menos lixo e talvez focarão mais em algumas poucas coisas boas. Pra se ter uma ideia, havia 18 filmadoras na CES. Dez. Oito. Filmadoras.

Focar na produção de menos produtos – alguns que funcionem com excelentes softwares – é como a Sony tornará a ser boa. Boa sorte, Sir Howard. [tiramos o chapéu para o Bits]