Se você não suporta uma história triste, pare de ler agora. Porque essa é tão devastadora quanto é perturbadora, e ela pode fazer com que você nunca mais queira voar pela United Airlines novamente. Isso porque a companhia aérea acaba de assumir responsabilidade pela morte de um filhote de cão, um cachorrinho que só queria chegar são e salvo em Nova York.

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Na noite da última segunda-feira (12), a testemunha June Lara diz que comissárias de bordo insistiram que uma outra passageira colocasse seu cãozinho em um compartimento superior em um voo de Houston ao aeroporto de LaGuardia, em Nova York.

Isso apesar do fato de que o cachorro estava em uma caixa para transporte de animais aprovada pela TSA (Administração para a Segurança dos Transportes, órgão dos Estados Unidos) e que a política da United claramente afirma que cachorros devem ser colocados abaixo do assento em frente ao passageiro nesses casos. Por razões que ainda não estão claras, a equipe de voo supostamente pediu à passageira para colocar o cãozinho, um buldogue francês de dez meses de idade, no compartimento superior, sem explicar a razão, mas garantindo a ela que o cachorro ficaria bem.

A passageira Maggie Gremminger disse ter ouvido o cachorro latindo durante o voo. Quando o avião pousou, a dona do cachorro encontrou o animal imóvel. De acordo com Lara, a passageira e seus dois filhos chamaram o nome do cachorro, e, depois de ele não responder, a mãe tentou fazer respiração boca a boca no cão, enquanto Lara segurava o bebê da dona, mas o cachorro estava morto. Lara posteriormente detalhou o incidente no Facebook (AVISO: o post inclui fotos do cachorro morto), e Gremming expressou sua revolta no Twitter.

A United Airlines confirmou o incidente na terça-feira (13). O comunicado da empresa admite que o compartimento superior não é lugar para um cãozinho:

Este foi um acidente trágico que nunca deveria ter acontecido, já que animais de estimação nunca devem ser colocados no compartimento superior. Assumimos completa responsabilidade por essa tragédia e expressamos nossas profundas condolências à família e estamos comprometidos em apoiá-los. Estamos investigando minuciosamente o que aconteceu, para evitar que isso aconteça novamente.

CNBC noticia que a companhia aérea vai reembolsar o preço das passagens para a família e que a empresa se ofereceu para pagar por uma autópsia para determinar a causa de morte do cão. Baseado na falta de fluxo de ar no compartimento superior e na tendência que buldogues franceses têm de ter problemas de respiração, é bem provável que a causa tenha sido asfixia.

Essa não é a primeira vez que um cachorro morreu em um voo da United Airlines. De acordo com a CNBC, a United Airlines relatou mais mortes de animais em voos no ano passado do que qualquer outra companhia aérea norte-americana — muito mais.

Citando estatísticas do Departamento de Transporte dos Estados Unidos, a rede de notícias americana afirma que um total de 18 animais morreram nos porões das aeronaves em voos da United no ano passado, enquanto houve apenas duas mortes do tipo em voos da Delta e da American Airlines no mesmo período.

A United foi também a companhia aérea que carregava Lulu, um king charles spaniel de cinco anos que morreu no porão de um de seus aviões em um voo de Houston a San Francisco em agosto do ano passado. A lista de razões pelas quais a United é uma péssima companhia aérea vai ainda mais além, não só por causa de mortes de animais.

Se temos lições a tirar dessa tragédia mais recente, elas são bem simples: um, nunca coloque seu animal de estimação no compartimento superior. Dois, talvez não valha a pena voar mais pela United Airlines.