Fazer cinema é um processo longo e árduo que, às vezes, exige dias de gravação para uma única cena. Até mesmo um curta de nove minutos pode levar semanas para ser filmado. O diretor Paul Trillo quis fazer algo diferente e, no seu último curta, At The End Of The Cul-de-Sac, filmou tudo num take único, usando apenas um drone.

Trillo não usou vários drones, capturando a ação a partir de diferentes ângulos para assegurar que nada fosse perdido. O filme, na verdade, foi filmado usando apenas um drone equipado com câmera, o que significa que ele precisou enquadrar tudo perfeitamente numa única tomada e que a perfomance dos atores precisavam acontecer em locais bem específicos da locação, que era um balão de retorno.

Para assegurar que tudo aconteceria exatamente como deveria, Trillo e sua equipe primeiro criaram uma versão do filme em computação gráfica de baixa resolução, também conhecida como animatic, que replicou tudo digitalmente: desde as casas, até os veículos que passavam na rua e todo o elenco. Isso permitiu o planejamento bem antes de chegarem o set e deu ao elenco e à equipe de filmagem um material de estudo antes da filmagem.

Mesmo com o animatic, foram necessários ensaios no local e testes de câmeras, para garantir que o elenco e a equipe estivessem sincronizados. Até porque, quando você está filmando um curta de nove minutos em um take, qualquer erro significa voltar tudo do começo. E havia um desafio adicional: toda a equipe e os equipamentos precisavam ser escondidos, para que a câmera do drone capturasse só o que fazia parte do filme.

Existe um motivo para filmagens como essa não serem realizadas com frequência em Hollywood: elas são dificílimas e muito chatas. Mas em At The End Of The Cul-de-Sac, a proposta imersiva ajuda a audiência a se sentir como um dos moradores do bairro.

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