Aloizio Mercadante, o ministro do iPad da Tecnologia, tem aparecido muito nos últimos meses prometendo datas para o início da produção de iPads no Brasil. Primeiro foi novembro, depois adiantada para julho, depois adiada para dezembro, e enfim prometida só para 2012. Mercadante disse que um dos principais problemas era encontrar um sócio brasileiro capacitado, com “musculatura financeira” para investimentos de grande porte. Mas, se depender do BNDES, os iPads “made in Brazil” podem não vir.

Para instalar a produção de iPads no Brasil, a Foxconn fez uma série de exigências, que analisamos aqui. Entre elas, estava a ajuda do governo para conseguir os bilhões de dólares necessários para o projeto. Só que, segundo Mercadante, as empresas brasileiras não têm fôlego financeiro o bastante para o projeto. E agora, de acordo com a Exame, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pode retirar o apoio à taiwanesa Foxconn. Segundo uma pessoa próxima à negociação, “o BNDES ficou com a impressão de que os taiwaneses ao final não fariam nenhum investimento”, e recuou da ideia.

A Folha informa que a Foxconn não é a única opção para tablets made in Brazil: outras 24 empresas já manifestaram interesse em produzir tablets no Brasil, como Samsung, LG, Motorola e as nacionais Positivo, Itautec e Semp Toshiba. Só que elas não fariam o mesmo impacto da fantástica fábrica de 12 bilhões de dólares e 100.000 funcionários que Mercadante promete há meses, certo?

Segundo analistas, a Apple reduziu em 25% os pedidos de iPad para o quatro trimestre. Este valor, no entanto, só considera os pedidos para a China – o BGR especula que a demanda adicional pode ser fabricada no Brasil. Mas sem BNDES, sem sócio local e sem a disposição dos chineses em investir dinheiro próprio, o iPad brasileiro pode se tornar mais uma promessa não cumprida. [Exame via Folha]