Telas em alta definição brilhantes e bonitas, processadores dual-core, quad-core, todos muito poderosos, conectividade total e em alta velocidade. São algumas características bastante apreciadas dos smartphones modernos. Se não há consenso sobre qual delas é a preferida dos usuários, no que tange à mais odiada a opinião é unânime: a baixa autonomia. Por que as baterias não evoluíram junto com o restante dos celulares?

Semana passada a J. D. Power liberou o resultado de uma pesquisa de satisfação com usuários de smartphones. A bateria foi apontada pelos entrevistados como o aspecto mais impactante na satisfação com o equipamento e na fidelidade — ou seja, insatisfeitos com a bateria dificilmente voltarão a comprar aparelhos da mesma marca. 25% dos que atribuíram uma boa nota (10 em uma escala de 10)  à bateria disseram que comprariam novamente outro modelo da mesma marca; entre os não muito satisfeitos, com nota média de 7,9, apenas 13% repetiriam a dose.

Droid RAZR MAXX de perfil.E a coisa piora. Smartphones com acesso a redes 4G/LTE têm sua autonomia ainda mais sacrificada devido à sede de energia que esses chips possuem. Não por acaso, os índices de satisfação com a bateria de proprietários de modelos 3G foi maior (6,7/10) do que os com aparelhos 4G (6,1/10). E tem muita gente disposta a navegar com menos velocidade em troca de baterias que duram mais…

O maior problema é que otimizar baterias é difícil, o processo praticamente já atingiu seu teto. Chega a ser injusto dizer que elas não evoluíram; se considerarmos o salto em desempenho e recursos que os smartphones deram de cinco anos para cá, é digno de nota eles continuarem longe da tomada por um dia inteiro. Só que a evolução foi menor do que a de outros componentes, e é aí que a coisa aperta — principalmente porque os outros componentes continuam evoluindo.

Estamos todos à espera de uma nova tecnologia disruptiva de baterias, que as permitam durar não horas, mas dias, semanas longe da tomada. Há melhorias incrementais sendo feitas; o Droid RAZR MAXX, da Motorola, aumentou 1,9 mm de espessura em relação ao Droid RAZR para abrigar uma bateria (bem) maior, 3300 mAh contra 1780 mAh, tudo por conta do 4G — e acreditamos que muita gente trocaria espessura por maior autonomia. Em tablets, o novo iPad também tem uma bateria bem maior que a do modelo anterior, tudo para manter a autonomia idêntica mesmo com o quádruplo de resolução e a conectividade 4G. Em ambos os casos, porém, a tecnologia em si não mudou significativamente, apenas espremeram mais bateria dentro de carcaças maiores.

A essa hora muitos engenheiros trabalham para encontrar uma solução para esse problema, muitos estudantes experimentam em suas garagens, todos em busca de algo que torne os smartphones menos sedentos por energia. Quem conseguir resolver esse quebra-cabeça, além de muito rico, terá nossa eterna gratidão. [PandoDaily]