Um bom jogo deve ser jogado em um belo campo, normalmente coberto de grama. Por isso, quando Adrian Healy, comentarista da ESPN, disse que 2 milhões de fibras artificiais foram colocadas no estádio Moses Mabhida, eu fiquei com um pé atrás. Não estou mais.

Vamos lá, no fim das contas o jogo continua sendo jogado predominantemente em grama. Ou seja, sua integridade está intacta. Porém, fortalecendo esse belo tapete verde, 2 milhões de fibras artificais que Healy comentou estavam no campo durante a partida entre Eslovênia e Argélia, uma das piores pelejas do torneio até agora.

A tecnologia é chamada e registrada como GrassMaster, criada pela Desso Sports, uma companhia especializada em fazer gramados artificiais que está no ramo há 30 anos, e jura já ter instalado mais de 50 milhões de metros quadrados de grama artificial. A ideia é criar campos que durem mais, ainda mais na Copa, onde várias partidas e treinos são disputados num curto espaço de tempo. A grama natural se entrelaça com a artifical e as duas “crescem” juntas. Prático, não?

E sim, deixando de lado minha completa ignorância, times como o Liverpool e o Arsenal já contam com esse tipo de tecnologia em seus respectivos estádios. Porém, esta é a primeira Copa do Mundo que utiliza grama artificial. Com um belo campo pronto e uma bola discutível para apimentar, agora só falta os jogos da Copa começarem a empolgar, concordam?