Todo mundo já pensou nisso: você está numa biblioteca, olhando em volta e de repente você é confrontado com o fato de que há livros demais para se ler na vida. Mas em que momento da história isso aconteceu?

Randall Monroe tentou responder essa pergunta no site What If? Infelizmente, não é uma resposta fácil, mas ele fez uma bela tentativa:

Uma pessoa comum pode ler de 200 a 300 palavras por minuto. Um escritor comum, em toda a sua vida, ficam em algum lugar entre Isaac Asimov e Harper Lee: eles podem produzir 0,05 palavras por minuto ao longo da vida. Se você lesse 300 palavras por minuto durante 16 horas por dia, você conseguiria ler todas as histórias de um mundo que tivesse 100.000 Harper Lees ou 400 Isaac Asimovs.

Se nós estimarmos que durante seus períodos ativos os escritores produzem algo entre 0.1 e 1 palavra por minuto, então um leitor dedicado seria capaz de ler a produção de algo entre 500 e 1.000 escritores ativos. A resposta… começou a haver livros demais em inglês para ler em uma vida em algum momento quando a população de escritores ativos em língua inglesa chegou a alguns milhares. Nesse momento, alcançá-los se tornou impossível.

[What If?]