A Prefeitura de São Paulo regulamentou em maio os serviços de transporte por carros particulares, mas só agora o Uber foi credenciado. A autorização definitiva do aplicativo foi publicada no Diário Oficial da Cidade desta terça-feira (19) e irá impactar nas tarifas.

O decreto do prefeito Fernando Haddad previa uma taxa de R$ 0,10 para cada quilômetro rodado e o Uber decidiu repassar o valor para os passageiros. Ela virá descrita no recibo que o app envia por e-mail, separada do valor do serviço, pagos à empresa e ao motorista. A cobrança será feita a partir desta quarta (20).

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Segundo o porta-voz da empresa no Brasil, Fabio Sabba, o impacto da cobrança extra será pequeno. “Para que a tarifa aumente R$ 1 no final, o passageiro terá de percorrer ao menos 10 quilômetros”, exemplifica.

Em viagens entre cidades, a tarifa será cobrada apenas no trecho de São Paulo. Quando o veículo sair do município, a contagem irá parar.

Nesses dois meses que o Uber atuou fora do credenciamento, a empresa deixou de pagar as taxas ao município. A Prefeitura diz que irá cobrar esses valores. O Uber, por sua vez, afirma que está disposto a discutir, mas entende que deve prestar contas apenas a partir de agora.

A regulamentação da prefeitura estabelece um limite de quilômetros que as empresas de transporte por carros particulares podem rodar. São 27 milhões de quilômetros por mês, o equivalente ao que 5 mil táxis percorrem. Essa cota poderá mudar caso se note que os índices de trânsito estão aumentando ou diminuindo.

O Uber é a terceira empresa a obter o credenciamento em São Paulo. Antes dela, a Cabify e a Easy Táxi obtiveram licença para operar. Segundo a Prefeitura, há ainda uma empresa em processo de cadastramento.

[UOL]