A existência de água na Lua já foi confirmada pelos cientistas. De acordo com os pesquisadores, a maior parte é proveniente de asteroides e cometas, que atingiram o satélite 3,5 bilhões de anos atrás, durante o intenso bombardeio tardio.

Parte da água também pode ter chegado à Lua com o vento solar. Esse fluxo de plasma que flui da superfície do Sol é conhecido por conter íons de oxigênio e hidrogênio, que, combinados formam H2O. 

Há, agora, uma terceira hipótese para somar a essas explicações. Pesquisadores da Universidade do Alaska, nos EUA, acreditam que parte da água, disponível em depósitos líquidos ou no permafrost do satélite, foi originada na Terra. 

Aqui vai a explicação: ao redor da Terra existe uma imensa redoma em formato de gota chamada magnetosfera. Ela é formada por um campo magnético que protege o planeta do fluxo contínuo de partículas solares carregadas.

Todo mês, a Lua passa cerca de cinco dias em contato direto com a magnetosfera. A passagem do satélite acaba bagunçando as linhas do campo magnético, o que permite que uma chuva de íons de água acabe caindo sobre o satélite. O estudo completo foi publicado na revista Scientific Reports.

Os cientistas sugerem que 1% da água que evapora da Terra acaba na Lua. Sendo assim, haveria nas regiões polares do satélite cerca de 3,5 mil km cúbicos da substância – volume similar ao do Lago Huron, o segundo maior dos cinco grandes lagos da América do Norte.