Setenta e cinco anos depois da piloto de avião Amelia Earhart desaparecer, ainda há pessoas procurando por ela. Na verdade, mês passado uma equipe começou uma expedição de busca, mas saiu sem descobrir nada. Ou pelo menos era isso que eles achavam.

Quem é Amelia Earhart? Ela é uma figura pioneira: ela quebrou vários recordes na aviação, e foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Mas em 1937, quando tentava mais uma proeza – um voo ao redor do mundo – ela desapareceu no oceano Pacífico. Ela foi declarada morta em 1939, mas nunca foi encontrada. Desde então, várias teorias tentam explicar o que aconteceu – e tentam encontrar os escombros.

Em julho, o TIGHAR (Grupo Internacional de Recuperação Histórica da Aviação), equipe de busca por trás da expedição, teve que declarar seu fracasso em encontrar Amelia – a expedição custou US$2,2 milhões. Felizmente, a equipe continuou procurando.

O TIGHAR analisou as imagens subaquáticas que eles capturaram e as compararam com dados anteriores sobre Earhart, e acreditam ter encontrado o que tanto procuravam: estes podem ser os destroços do avião Lockheed Electra, que Amelia pilotava. Ric Gillespie, diretor executivo da TIGHAR, disse ao Los Angeles Times:

Nós temos objetos não-naturais em uma área com escombros… em um local onde antes acreditávamos estar os destroços do avião… Nós não queremos exagerar isto. Nós temos várias pistas… Parece que pode ser a coisa certa, mas precisamos realizar um trabalho maior, e no fim teremos que voltar para recuperá-lo.

Jeff Glickman, cientista forense da equipe, diz que a imagem acima mostra o que parece ser “a parte frontal, possivelmente a roda e possivelmente algumas partes da estrutura do avião” próximo à ilha Nikumaroro, no oceano Pacífico. É o local onde muitos acreditam que Amelia teria vivido seus últimos dias.

E talvez o mais interessante: Gillespie descreve outra investigação sobre um pote com creme contra sardas, usado como ferramenta de corte. Gillespie diz ao Discovery News:

Ele mostra sinais de ter sido usado como uma ferramenta de corte – então o pote parece, sim, ter associação ao náufrago que morreu lá… A pergunta, portanto, seria se o náufrago que usou o pote de creme feminino contra sardas, fabricado nos EUA, era alguém que não Amelia Earhart. Nós não sabemos quem pode ser.

O mistério continua. [CNNLos Angeles TimesDiscovery News]