Desde o início da madrugada desta quinta-feira, o mundo acompanha consternado o início das operações militares russas em território ucraniano. Especialistas defendem que o evento, que aqui no Brasil já está sendo chamado de Guerra da Ucrânia, pode ser o maior conflito armado após a Segunda Guerra Mundial e que pode tomar proporções que impactem toda a Europa.

O poderio militar da Rússia não é segredo para ninguém. A nação, que é a segunda maior potência bélica do planeta, não possui apenas armas militares, mas ao longo dos anos desenvolveu alguns métodos de realizar ataques cibernéticos massivos patrocinados pelo estado que preocupam países do mundo inteiro.

Isto pode significar que estamos prestes a presenciar a primeira grande guerra cibernética do história?

A pergunta pode soar um pouco alarmista, mas alguns países realmente estão preocupados com a possibilidade. O Reino Unido, através de seu Centro Nacional de Segurança Cibernética, notificou suas organizações para melhorarem suas defesas contra possíveis ataques cibernéticos.

Não é apenas na Europa que há está preocupação com possíveis ataques hacker da Rússia. Nos Estados Unidos, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura alertou empresas prestadoras de serviços às forças armadas para ficarem alertas com o aumento de tentativas de invadir seus sistemas de informação.

Nem todos países estão preparados apenas para defender-se de possíveis ataques hackers a seus sistemas, o Reino Unido parece ter artilharia para também realizar ataques cibernéticos massivos. O Ministro da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, afirmou que dispunha de um órgão voltado para a realização de ofensivas cibernéticas e que ainda estava trabalhando para seu crescimento. Wallace também  afirmou que por ser soldado foi ensinado que em alguns momentos a melhor defesa é o ataque.

O temor maior dessas nações não é um ataque fora da Ucrânia, mas a maior preocupação é que os ataques sejam contra os sistemas de informação de empresas ucranianas que mantêm relações de negócios com empresas de outros países. O resultado desses ataques poderia ser catastrófico para a economia mundial.

Alguns especialistas acreditam que as tentativas de ataque online aos EUA não devem tomar uma proporção para serem chamados de “guerra cibernética” e que, no momento, mais parecem tentativas frustadas de ataques hackers com o objetivo de espionagem para obter informações militares.