Ah, Kodak, você já foi a rainha de tudo que envolvia câmeras, agora é uma dura lição de darwinismo no mundo da tecnologia. Você se adapta para evoluir ou você morre. A empresa revelou hoje que está perdendo US$ 70 milhões por mês.

A Kodak insiste que não há possibilidade de falência, e que eles ainda têm US$ 862 milhões em dinheiro, mas perder tanto dinheiro assim por mês, pela lógica, não deixa a empresa passar de 2012. Talvez seja isso que os Maias haviam apontado todo esse tempo: o fim de uma época, a morte de um rei. No momento em que isso foi escrito, as ações da Kodak tinham valor de mercado de US$ 1,05.

A parte triste é que a Kodak não foi só incrível no passado. Eles continuam fazendo algumas coisas fantásticas, como o elogiado sensor de imagem da Leica S2 — eles só não ganham dinheiro com isso. O plano para conseguir se reerguer? Eles esperam ganhar processos de patente contra a Apple e contra a RIM. O que obviamente não será fácil. Ah, e eles ainda têm as impressoras! Assim como a HP tem infinitas. Droga.

A Kodak não morreu, mas o tempo de ressuscitação está acabando rapidamente. As leis da evolução bateram na porta. A menos que eles apareçam com algo novo e lindo que todos queiram, eles se transformarão em memória. Eu não vou ficar apelando para a nostálgica e longa história da Kodak — o texto de Michael Hiltzik, no L.A. Times, fez um trabalho muito melhor do que eu faria — mas eu digo uma coisa: nós vemos empresas seguindo o caminho dos dinossauros o tempo todo, e normalmente nós não damos a menor bola para isso. A Kodak é diferente. Eles fazem parte da história. [L.A. Times]