O Aeroporto Internacional de Cochin, no sul da Índia, é o primeiro do mundo que consegue funcionar somente com energia solar. Em agosto, ele passou a produzir mais energia do que consome. Como ele está se saindo?

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A BBC relata que o aeroporto de 1.300 acres – o sétimo mais movimentado do país – obtém energia de um campo com mais de 50.000 painéis solares. Ele tem capacidade de 13,1 megawatts, energia suficiente para abastecer dez mil casas durante um ano.

Foram seis meses e US$ 9,5 milhões para instalar esta central solar, e aeroportos de outras partes da Índia e até mesmo da Libéria manifestaram interesse em copiar o modelo.

É importante notar que o aeroporto consegue funcionar 100% com energia solar, mas não faz isso o tempo todo: em dias chuvosos e à noite, ele obtém energia da rede elétrica para evitar blecautes. No entanto, o aeroporto gera mais energia solar do que consome, e vende o excesso para a empresa local de energia.

Tudo parece estar indo muito bem no papel, mas o aeroporto quer abrir uma nova ala internacional em janeiro que vai exigir mais energia do que a central solar é capaz de obter.

Usar energias alternativas para operações e transporte aéreo está se tornando mais comum. Hoje em dia, as grandes companhias aéreas estão até mesmo experimentando com biocombustíveis, como algas.

No Cochin International, vemos um exemplo ousado de como alguns países estão levando fontes sustentáveis de energia a sério. A BBC também diz que o aeroporto – que funciona desde 1999 – se dedicou à energia solar por causa de altíssimas contas de energia.

O primeiro-ministro indiano quer aumentar a capacidade solar do país para 100.000 megawatts nos próximos seis anos. Mais de 300 milhões de indianos ainda não têm eletricidade em casa – o Sol parece ser uma opção barata e acessível para resolver isso.

É encorajador ver países emergentes como a Índia apostarem na energia solar, apesar dos problemas de expandir uma infraestrutura eficiente em termos de energia cara em um curto período de tempo. Teremos que esperar e ver o que acontece, não apenas na Índia, mas nos países em desenvolvimento em todo o mundo.

[Aeroporto Internacional de Cochin via BBC e Nikkei]

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