O destino aparentemente certo (e trágico) do Grooveshark parece não ser tão certo assim. Processado pelas quatro grandes gravadoras norte-americanas e longe das lojas de apps, algumas boas notícias vieram à tona, deixando o CEO Sam Tarantino contente. Esse jogo vai virar?

Em abril do ano passado, o Google removeu o app do Grooveshark do então Android Market depois que explodiram os processos contra o serviço. Para quem já se esqueceu, o Grooveshark é um serviço de streaming de música, mas em vez de fechar acordos com gravadoras e disponibilizar músicas a partir de uma fonte centralizada, todos os usuários podem subir músicas no serviço e, ao fazerem isso, as canções se tornam acessíveis por todos os demais usuários. É um modelo… estranho, mas que vem conseguindo se manter e, a seu favor, Tarantino (o CEO, não o diretor) diz que atende a todos os pedidos de remoção de conteúdo.

Na surdina, o Google restaurou hoje o Grooveshark ao agora Google Play — está aqui. O retorno pode estar relacionado a uma ação ajuizada apenas pela Universal em Nova Iorque que o Grooveshark ganhou, em julho. Na App Store, porém, o Grooveshark continua banido — ele foi removido oito meses antes de sumir da lojinha do Android.

Tarantino se defende: “Não estamos tentando mostrar o dedo do meio para as pessoas. Estamos tentando construir um negócio legítimo.” O Grooveshark fatura em cima de anúncios para usuários do plano gratuito e com planos pagos, o Plus e o Anywhere. Apenas pagando o último, de US$ 9/mês, tem-se acesso aos apps móveis. [WSJ]