Discos de estado sólido, os SSDs, são melhores para armazenamento do que discos rígidos em quase todos os aspectos: são mais rápidos, menos frágeis e podem armazenar mais dados por centímetro quadrado do que HDs. Mas, de acordo com alguns experts, os SSDs são péssimos para armazenar informações a longo prazo, graças a uma pequena particularidade: temperatura.

Sob boas condições, SSDs para consumidores — os que você encontra nos laptops — continuam armazenando dados por cerca de dois anos quando não são ligados. Agora, em SSDs voltados para empresas, este prazo pode cair para quatro meses. Estes números sozinhos não são o problema — já que uma pessoa que precise armazenar dados por meses adentro provavelmente usará unidades de fita.

O problema é quando SSDs são armazenados em condições não muito boas. A cada mudança de cerca de 12˚ Celsius na temperatura ambiente, a retenção de dados é cortada pela metade. Desta forma, o SSD que retém informações por dois anos a 25˚ Celsius funcionará por apenas um ano caso o termômetro atinja 30˚.

Ainda mais problemáticas são as unidades grandes que em ambientes quentes — digamos, por exemplo, uma fazenda de servidores — podem ter um período de retenção de dias, se a temperatura for alta o suficiente. Então, até este problema ser resolvido — ou caso o planeta entre em outra era do gelo — boas e velhas unidades de fitas ficarão entre nós. [KoreLogic]