por Bruno Izidro

Quando Mirror’s Edge foi lançado, lá em 2008, ele chamou bastante a atenção. Afinal, sair por aí fazendo parkour a centenas de metros do chão dá uma adrenalina e emoção que nem todos podemos ter. O jogo também tinha o mérito de usar bons controles que passavam muito bem a sensação de escalar paredes, deslizar por entre tubulações e pular de grandes alturas. Agora em 2016 temos a oportunidade de sentir isso de novo com Mirror’s Edge Catalyst, um reboot do jogo original, lançado recentemente para PS4, Xbox One e PC.

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Porém, muitos já devem ter percebido que a repercussão por esse novo jogo foi morna, o que já demonstra que ele não está tendo a repercussão própria de títulos de sucesso. Catalyst tem suas falhas – algumas até as mesmas que o Mirror’s Edge anterior teve, como o combate – mas o que ele consegue fazer perfeitamente é passar a experiência de um parkour virtual empolgante e divertido.

Parkour

A principal novidade de Mirror’s Edge Catalyst é ter um mundo aberto, nada muito vasto como estamos acostumados nos jogos atuais, mas ainda com áreas amplas, que beneficia muito a jogabilidade de parkour do jogo. Primeiro, por possibilitar mais caminhos e rotas alternativas para se chegar no objetivo, o que faz toda a diferença. Segundo, por possuir diversos tipos de tarefas e missões secundárias que ficam espalhadas pelo mapa.

Para tirar proveito do que de melhor Mirror’s Edge Catalyst tem a oferecer, a dica é se ater mais a essas atividades paralelas. Somente elas já vão proporcionar boas horas da experiência de um parkour virtual que estamos esperando. Mostramos aqui as principais delas.

Corrida contra o tempo

Começando com a mais básica das atividades de um runner (o nome de quem faz parkour dentro do jogo). As corridas estão disponíveis desde os primeiros momentos de Mirror’s Edge Catalyst e são muito boas para desenvolver melhor as habilidades acrobatas no controle.

A estrutura é bem simples: vá de um ponto A até o B o mais rápido possível. Para quem é mais competitivo, ainda tem as leaderboards dos jogadores mais rápidos no final de cada prova e você pode passar boas horas tentando bater os melhores tempos.

Um detalhe bem interessante em Mirror’s Edge Catalyst é também a possibilidade de você mesmo criar seus desafios de corrida. Já que o jogo está em um mundo aberto, basta determinar o ponto de partida, alguns checkpoints no meio do caminho e uma chegada. Também é possível correr por rotas criadas por outros jogadores e que ficam espalhados por todo o mapa do game.

Missões de entrega

Assim como no jogo original, em Mirror’s Edge Catalyst os runners são como os Correios daquele mundo, coletando e entregando qualquer tipo de
pacotes ou itens de um ponto ao outro da cidade. Por isso, esse tipo de missão paralela também é abundante no jogo, mas para funcionar como um desafio, elas possuem limite de tempo para serem completadas com sucesso.

Há três ou quatros variações de missão de entrega. Algumas exigem apenas entregar o item a um lugar ou pessoa, outros têm o desafio de não quebrar o pacote sendo levado, o que faz com que se use ainda mais as habilidades acrobáticas da protagonista Faith. Essas atividades também podem ser iniciadas falando com NPCs pelo cenário ou ativados em terminais, como vemos no vídeo abaixo.

Essas atividades são perfeitas para mostrar que a “visão de corredor”, com o rastro vermelho indicando o caminho, nem sempre deve ser confiável para indicar a rota mais rápida até o objetivo. Então, são necessárias algumas tentativas e exploração até achar o percurso ideal.

Missões de distração

Aqui as coisas começam a complicar. Os runners não são completamente livres para sair fazendo parkour por aí e, por razões da trama do game que não vale muito falar aqui, há também guardas que ficam nos altos dos prédios para impedir as atividades deles.

Essas missões de distração servem para Faith chamar a atenção desses guardas enquanto outros runners fazem alguma entrega. Além de haver um limite de tempo, há também o desafio extra de passar pelos inimigos sem ser atingido, já que isso faz a personagem parar e perder segundos preciosos.

Hack de GridNodes

Essas missões são dadas por Plastic, a aliada hacker de Faith, que pede para hackear os GridNodes. Pela descrição do jogo, os GridNodes são servidores (como os de internet no nosso mundo) gigantes espalhados pela cidade. O objetivo é chegar no terminal e hackeá-lo. Para isso, é preciso encontrar um caminho até o alto das construções em que esses servidores estão localizados.

Há um GridNode em cada região da cidade de Glass e, em termos de jogabilidade, hackeá-los libera a viagem rápida para os abrigos nas áreas que ele abrange. O mais legal é que essas missões têm alguns aspectos de puzzle e, mais para frente no game, encontrar como escalar vai ficando mais desafiador.

Mirror’s Edge Catalyst está disponível para PS4, Xbox One e PC. A cópia do jogo foi cedida pela EA.