Tecnologia

Anatel e Senacon vão investigar radiação excessiva no iPhone 12

Investigação ocorre após França proibir a venda do iPhone 12. Apple reconheceu o problema e promete atualização
Imagem: Unsplash/Reprodução

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) — que faz parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública –, anunciaram que vão investigar se o nível de radiação emitido pelos aparelhos da linha iPhone 12 se adequa às normas brasileiras.

A ação ocorre após a França proibir as vendas do iPhone 12 em todo o país, na última semana. Segundo nota enviada à imprensa, a Anatel afirmou tomar conhecimento da situação na última quarta-feira (13). Dessa forma, a Anatel anunciou que se reunirá com órgão certificação e os laboratórios para iniciar a investigação sobre o iPhone 12.

A Apple afirmou à Reuters, também na última semana, que o iPhone 12 foi aprovado por diversas agências internacionais como compatível com os padrões globais de radiação.

Desse modo, a empresa contesta os resultados dos testes franceses, afirmando que o aparelho segue aos padrões de taxas de absorção específicas, como os estipulados pela Anatel.

Apple descarta recall

O iPhone 12, de 2020, conforme a documentação técnica da Apple, emite radiação de 1 Watt por quilo. No entanto, atualizações posteriores do iOS podem exigir mais desempenho do processador do iPhone 12 e aumentar os níveis das emissões de radiação.

Ao todo, dois testes foram realizados na França. As autoridades detectaram níveis de taxa de absorção específica (SAR, na sigla em inglês) superiores ao limite de 2 Watts por quilo permitidos na Europa. A Anatel segue este mesmo limite estabelecido pela regulamentação europeia no Brasil.

Os franceses afirmam que os laboratórios detectaram 5,74 watts por quilo.

Com base nesse limite, a Anatel e a Senacom também vão investigar as emissões de radiação do iPhone 12 aqui no Brasil. Embora não esteja disponível para venda nos canais oficiais da Apple, o iPhone 12 ainda é popular no país, sendo comercializado pelos principais marketplaces.

Após a repercusão, a empresa diz que disponibilizará uma atualização para corrigir o problema.

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