O Android Wear 2.0 foi anunciado durante a conferência I/O com apps independentes do celular, notificações melhoradas e novidades voltadas para exercícios físicos. Ele seria lançado durante o quarto trimestre, mas ficou para 2017. O que aconteceu?

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O Google diz ao The Verge que “requisitos de qualidade” acabaram atrasando o lançamento. Três grandes parceiras – Huawei, Motorola e LG – avisaram que não trarão novos smartwatches ao mercado este ano; talvez elas estejam esperando por essa atualização.

A consultoria CCS Insight diz, no entanto, que existem mais motivos: a Apple domina o mercado de smartwatches e, mesmo assim, não conseguiu transformá-los em um produto tão lucrativo quanto smartphones e tablets; e os consumidores preferem gastar dinheiro em pulseiras fitness mais baratas.

Rumores dizem que o próprio Google vai lançar smartwatches com Android Wear: segundo o Android Police, serão dois modelos – um maior, um menor – com tela circular e sem o “pneu furado” do Moto 360. Resta ver se eles serão anunciados no próximo evento de 4 de outubro.

Enquanto isso, a Apple lançou o Watch Series 2 à prova d’água, atualizou o Watch original (Series 1) com um processador mais rápido, e a Samsung anunciou o Gear S3 com Tizen.

O Android Wear 2.0 está em preview para desenvolvedores. A versão mais recente oferece acesso à Play Store, para você baixar apps diretamente do relógio (inclusive entre usuários do iOS); e traz respostas inteligentes nas notificações de apps de mensagens, geradas automaticamente através de inteligência artificial.

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Além da baixa adoção no mercado, o Android Wear enfrenta outros problemas. Relógios como o Asus Zenwatch 2 e o Moto 360 não conseguem se conectar ao iPhone 7; a Apple sabe do problema, mas ainda não há prazo para corrigi-lo.

O Moto 360 de primeira geração e o LG G Watch Square não receberão o Android Wear 2.0; enquanto Sony, Asus e Samsung dizem que “não podem especular sobre atualizações futuras”.

[Google via The Verge via 9to5Google]