A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última quarta-feira (14) o início de testes clínicos com mais duas vacinas contra Covid-19. Os ensaios serão feitos em nove estados brasileiros com 8.792 voluntários.

Um dos imunizantes é uma versão da vacina Oxford/AstraZeneca, e a atualização promete fornecer anticorpos contra a variante beta, detectada pela primeira vez na África do Sul. Ela usa um outro vírus (adenovírus) para carregar parte do material genético do coronavírus para dentro do corpo. Esse material genético é o que vai dar as instruções para o nosso corpo fazer a proteína Spike do coronavírus. Dessa forma, a proteína ativa as células B e T, ou seja, nosso sistema imunológico. 

O teste irá contar com 800 pessoas dos mais de oito mil voluntários. De acordo com a Anvisa, a segunda dose em todos os casos deve ter sido administrada pelo menos três meses antes da primeira intervenção do estudo.  

Já o segundo imunizante a ser testado é uma vacina inativada desenvolvida pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas, em Pequim, na China. Esta, por sua vez, utiliza um vírus inteiro, só que “morto”. Diferente da vacina com adenovírus, ela possui todas as proteínas do coronavírus, e não somente a Spike — a mesma tecnologia utilizada na Coronavac. Os ensaios contarão com a participação de 7.992 pessoas. A aplicação seguirá o cronograma de duas doses, com intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda dose. 

Além do Brasil, os testes serão realizados na China, México, Bangladesh e Malásia, Reino Unido, África do Sul e Polônia, com um total de mais de 34 mil participantes.

Em nota, a Anvisa disse que o estudo será controlado com o uso de placebo — modelo que a agência diz ser “metodologicamente adequado, considerando também que ainda há uma grande parcela da população não vacinada, desde que se leve em conta a possibilidade de acesso dos voluntários às vacinas disponíveis, em um curto período”.

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A Organização Mundial da Saúde ressalta que todas as vacinas disponíveis atualmente são eficazes contra as variantes. Contudo, destaca que é importante que toda população se vacine e volte para receber a segunda dose, garantindo a eficácia. 

[Folha de S. Paulo]