Tecnologia

Após os roteiristas de Hollywood, vem aí a greve dos videogames

Pleito terminou com 98% dos votos a favor de uma possível greve dos artistas de videogame. Entenda o que pode motivar a paralisação
Imagem: Unsplash/Reprodução

Após a WGA (Writers Guild of America), nos EUA, costurar um acordo que pode encerrar a greve dos roteiristas de Hollywood, outra paralisação pode estar prestes a se iniciar. Agora, na indústria dos videogames.

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De acordo com um comunicado do SAG-AFTRA, sindicato que representa atores de cinema e televisão, a votação sobre a paralisação da categoria terminou com 98% de aprovação.

A greve não começará imediatamente, mas os líderes dos sindicatos de profissionais da indústria têm sinal verde para convocá-la caso seja necessário.

As negociações com empresas como Activision, Disney, Electronic Arts, Epic Games, Take-Two e Insomniac Games estão em curso há praticamente um ano. Elas visam melhorar, principalmente, a remuneração de artistas responsáveis por dublagem, captura de movimentos, dublês, entre outras atividades.

O sindicato luta para que os atores que trabalham em produções de games recebam o mesmo reajuste salarial que os de cinema e televisão. Eles estão reivindicando algo em torno de 11%.

As negociações com empresas da indústria dos games devem ser retomadas esta semana e, caso não haja um acordo, uma paralisação pode mesmo ocorrer.

A presidente do SAG-AFTRA, Fran Drescher, afirmou que está na hora das empresas de videogame pararem de brincar e considerarem seriamente a possibilidade de chegar a um acordo sobre o contrato.

Greve dos videogames

Em jogos modernos, há muitos títulos com narrativas cinematográficas. Isso inclui captura de movimentos de dublês humanos para tornar a experiência dos jogadores realistas. Por isso, uma greve pode impactar bastante em várias produções de jogos AAA, podendo levar a atrasos e até adiamentos.

“O resultado desta votação mostra que os nossos membros entendem a natureza existencial destas negociações, e que agora é o momento para estas empresas – que ganham milhares de milhões de dólares e pagam generosamente seus CEOs – darem aos nossos artistas um acordo que mantenha viável a carreira de artista de videogames”, diz a associação.

As empresas da indústria dos games também se pronunciaram e afirmaram que continuarão a negociar “de boa fé” com os artistas representados pelo SAG-AFTRA.

No comunicado, a  categoria também ressaltou que já conseguiu acordos provisórios sobre metade das propostas e que está otimista de que as partes chegarão a um consenso nas negociações.

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Vinicius Marques

Vinicius Marques

É jornalista, vive em São Paulo e escreve sobre tecnologia e games. É grande fã de cultura pop e profundamente apaixonado por cinema.

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