De tempos em tempos, vemos um novo aplicativo ou rede social atingir o auge, monopolizando a atenção das pessoas e atraindo uma horda de clones tentando pegar carona nesse sucesso. O astro da vez é o TikTok, que tem ganhado uma força quase impossível de ser superada agora. Com isso, as cópias da plataforma começam a competir não apenas com o original, mas entre si. A solução? Juntar-se aos concorrentes.

Pelo menos foi essa a conclusão a qual a empresa Clash chegou quando decidiu adquirir a Byte. Ambas são concorrentes do TikTok e agora, com a fusão, pretendem lançar um único aplicativo que inclua os recursos de monetização da Clash a uma versão redesenhada da ferramenta Byte.

Apesar da recusa em falar sobre valores envolvidos na aquisição, Brendon McNerney, cofundador da Clash, disse ao New York Times que os dois aplicativos serão lançados juntos como um único produto dentro de alguns meses. Segundo ele, desde o lançamento, o app Byte foi instalado 4,5 milhões de vezes, enquanto o Clash, lançado em julho do ano passado, atingiu meio milhão de downloads.

P.J. Leimgruber, outro cofundador da empresa Clash, disse ao The Verge que não considera o seu aplicativo como um concorrente direto do TikTok. Afinal, a ideia da sua plataforma é oferecer um serviço adicional em que os criadores de conteúdo podem se conectar com seus fãs e serem pagos por isso.

Dom Hoffman, criador da Byte e cofundador do extinto aplicativo Vine, explicou em um fórum por que decidiu vender a empresa. “O mercado de aplicativos que permitem criar e postar vídeos de seu telefone está extremamente saturado. Existem muitos concorrentes com recursos semelhantes (ou melhores) e muito mais distribuição”, escreveu ele.

A Byte havia sido criada originalmente para ser uma sucessora do Vine. Em 2017, Hoffman já estava trabalhando no aplicativo, antes mesmo de qualquer plataforma de vídeo móvel ganhar popularidade. O problema é que ele perdeu o timing. Quando o app Byte finalmente foi lançado em 2020, o TikTok já dominava o mercado.

Conforme aponta o The Verge, a plataforma Byte conseguiu manter uma pequena comunidade, oferecendo um programa de remuneração aos criadores de conteúdo, mas ela nunca conseguiu decolar. O breve momento em que o aplicativo pareceu ganhar um impulso foi quando o ex-presidente norte-americano Donald Trump ameaçou banir o TikTok dos EUA. Na época, os criadores foram em busca de ferramentas alternativas, mas conforme a história foi perdendo força, os clones do TikTok logo caíram no esquecimento.

Com a fusão, Hoffman ainda deve atuar como conselheiro da Clash. Em sua publicação, ele escreveu que a Byte deve “ser construída com base em uma visão clara que leve a recursos diferenciadores e melhorias rápidas”.

[The Verge]