O Vine e seu sucessor V2 estão mortos, mas de suas cinzas surgiu uma nova opção para quem gosta de fazer e ver vídeos de seis segundos de duração: o Byte.

Anunciado em uma thread no Twitter da empresa na sexta-feira (24), este novo aplicativo para iOS e Android quer ser o sucessor espiritual do Vine. Dom Hofmann, fundador do Vine, vem falando disso desde 2017. O nome, porém, é totalmente diferente do app original, ao contrário de sua primeira tentativa de reboot, que foi apelidada de V2 antes do projeto ser finalmente suspenso em 2018.

“Hoje estamos trazendo de volta os vídeos em loop de 6 segundos e uma nova comunidade para as pessoas que os amam”, anunciou a empresa no Twitter. “Ele se chama Byte e é familiar e novo. Esperamos que isso toque o coração das pessoas que estavam sentindo saudades.”

É uma prova de como o culto em torno do Vine permaneceu forte mesmo depois de o Twitter encerrar o aplicativo em 2016. Claro, produtos semelhantes de micro-entretenimento — como TikTok e Instagram Stories — tentaram preencher este buraco, mas até agora nada alcançou a mesma influência cultural, e um bom e velho vídeo de compilação de Vines ainda é recheado de ótimos memes.

Mesmo assim, a Byte se inspirou nos concorrentes na hora de fazer o design principal do aplicativo, incorporando os recursos sociais que os usuários esperam nos dias de hoje, como um feed, notificações e uma página para explorar novos conteúdos. E, claro, a marca registrada do Vine continua lá: vídeos em loop de seis segundos.

Então, sim, essencialmente é a versão 2.0 do Vine. A empresa parece estar tentando resolver o problema de pagar influenciadores agora e não deixar isso para depois. É uma tentativa de evitar outro êxodo em massa de estrelas influentes depois de não atender suas demandas financeiras, como foi o destino do antecessor de Byte.

Embora os detalhes não tenham sido esclarecidos imediatamente, a Byte afirmou que está desenvolvendo um “programa de parceiros” para ajudar os influenciadores a monetizar seu conteúdo.

Em entrevista ao TechCrunch, Hofmann disse que a empresa está explorando várias opções de monetização no momento, “mas começaremos com uma participação na receita + complementaremos com nossos próprios recursos”. Um programa piloto está em andamento, ele continuou, mas ainda não há nenhuma palavra sobre qualquer tipo de data de lançamento.

Será que o Byte consegue o mesmo feito do Vine em uma época totalmente diferente? Em 2012, quando o original foi lançado, não havia tantos apps competindo por nossa atenção com vídeos curtos. A nostalgia pode ter sua força, mas não é suficiente. A plataforma vai precisar dos seus próprios memes para emplacar.