Desde a semana passada Google e Alibaba, da China, vêm travando um duelo de interpretação acerca do Aliyun OS, sistema operacional desenvolvido pela última. A grande questão é: trata-se de um Android ou não?

Há diversos pormenores na discussão, todos abordados neste post. O caso explodiu quando o Google barrou a Acer, membro da Open Handset Alliance, de lançar um smartphone com o Aliyun. Uma das diretrizes da OHA proíbe os membros de trabalhar com sistemas que não sejam o Android do Google. A Alibaba argumenta que o Aliyun não é Android, mas como disse Andy Rubin, ele usa “rotinas, frameworks e ferramentas” do Android. Roda até apps!

Para piorar (para a Alibaba) a situação, o Android Police flagrou apps pirateados do Android na lojinha de apps do Aliyun. Jogos populares (Temple Run, Angry Birds, Eternity Warriors 2, Fruit Ninja) e, veja só, apps do Google pirateados — Drive, Sky Maps, Translate… Eles usam as mesmas screenshots dos equivalentes legítimos do Google Play (e até do iPhone) e vários dos desenvolvedores originais dizem não ter dado permissão à Alibaba para distribuir seus produtos. Resquícios nos apps revelam que a origem deles é de outro site pirata da China, o Nduoa. “Mas o Google também tem que lidar com apps falsificados no Play frequentemente!,” poderia argumentar alguém. Mas o Google não destaca na página inicial da sua loja esses apps, como está fazendo a Alibaba.

É mais munição para o Google manter o seu posicionamento e impedir que os membros da OHA abracem o sistema móvel chinês. No Google+, Rubin também abriu os braços para a Alibaba, convidado-a a ser parte da OHA. “É fácil, gratuito, e nós até ajudaremos vocês,” disse o chefe do Android no Google. O Ars Technica questionou a Alibaba diversas vezes sobre a questão dos apps piratas, mas não obteve resposta. [Andy Rubin, Android Police via Ars Technica]