O cinema, enquanto expressão antropológica e artística, reflete a sociedade em que está inserido. É um processo visceral que envolve repertório e história – o que nos molda e o que mais nos ensina. O cinema ensina a vida e a vida ensina o cinema. As duas veias estão entrelaçadas e nos presenteiam com obras absurdas.

Pensando nisso, em parceria com o Telecine, separamos quatro indicações de filmes que te mostram como você pode aprender com o cinema. Todos os títulos estão disponíveis na plataforma de streaming do Telecine, que oferece 30 dias grátis para novos assinantes. Confira!

Dúvida (2008)

O carismático padre Flynn (Philip Seymour Hoffman) tenta acabar com os rígidos costumes da escola St. Nicholas, localizada no Bronx. A diretora do local é a irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), que acredita no poder do medo e da disciplina. A escola aceitou recentemente seu primeiro aluno negro, Donald Miller (Joseph Foster), devido às mudanças políticas da época. Um dia a irmã James (Amy Adams) conta à diretora suas suspeitas sobre o padre Flynn, de que esteja dando atenção demais a Donald. É o suficiente para que a irmã Aloysius inicie uma cruzada moral contra o padre, tentando a qualquer custo expulsá-lo da escola.

Os casos comprovados de pedofilia na Igreja Católica são numerosos e não seria nenhuma surpresa que o caso do padre Flynn se confirmasse apenas como mais um deles. Mas, na contramão dessa ideia inicial, é importante notar que Dúvida trata de um padre acusado desse crime sem construí-lo sob qualquer tipologia vilanesca. Só temos dúvidas sobre a sua culpa pois ele se revela inteligente, sereno e afetuoso em muitos momentos. O filme parece oferecer uma lição bastante valiosa e que transcende a questão da pedofilia entre membros da Igreja – a importância da moderação no processo de leitura do mundo.

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A Onda (2008)

Em uma escola da Alemanha, alunos tem de escolher entre duas disciplinas eletivas, uma sobre anarquia e a outra sobre autocracia. O professor Rainer Wenger (Jürgen Vogel) é colocado para dar aulas sobre autocracia, mesmo sendo contra sua vontade. Após alguns minutos da primeira aula, ele decide, para exemplificar melhor aos alunos, formar um governo fascista dentro da sala de aula. Eles dão o nome de “A Onda” ao movimento, e escolhem um uniforme e até mesmo uma saudação. Só que o professor acaba perdendo o controle da situação, e os alunos começam a propagar “A Onda” pela cidade, tornando o projeto da escola um movimento real. Quando as coisas começam a ficar sérias, Wenger tenta acabar com “A Onda”, mas aí já é tarde demais.

O roteiro traça todo o perfil de um grupo liderado por uma personalidade autoritária. Não se torna nem superficial nem excessivamente intricado. Existe algo de didático em A Onda que é essencial para atingir seu objetivo, isto é, convencer o público de sua resposta. Há a figura de um líder forte e que agrega os seus comandados.

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Que horas ela volta? (2015)

A pernambucana Val se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino vai prestar vestibular, Jéssica lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

A Val de Regina Casé é mais do que uma personagem, mas um símbolo de uma época, de uma dinâmica que continua sendo perpetuada pela classe média alta. É mais velha e mais experiente, mas respeitosamente chama a jovem patroa de “dona” e “senhora”. É “quase da família”, mas seus patrões não sabem sequer o nome de sua filha e mal parecem escutá-la quando tenta discutir algo pessoal. Sua filha Jéssica, em contraposição, interpretada por Camila Márdila, é o retrato de um Brasil que mudou muito e rápido e no qual “a filha da empregada” passou a sonhar com algo mais do que simplesmente ser indicada pelos patrões da mãe para trabalhar na casa de alguma família amiga.

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Parasita (2019)

Em Parasita, toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.

O diretor usa do humor, do absurdo de certas situações e do terror para tratar da diferença de classes, tudo isso com uma acidez que mostra o quão cruel é essa relação. Em dois polos opostos, as famílias Kim e Park simbolizam dois modos de vida totalmente distintos: uns vivem abaixo do limiar da pobreza e os outros são milionários. Isso se torna visível nas dinâmicas, nos problemas e nos universos mentais dos núcleos familiares.

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