Um indivíduo pensou em construir um centro de filtragem de água no local onde fica o campo de golfe do Bronx em Nova York. Má ideia? Só até os arquitetos decidirem construir a usina e manter o campo.

“Telhados verdes” não são novidade – um dia em breve todos nós teremos grama nos nossos telhados, especialmente se a economia continuar a caminhar para este poço infernal flamejante. Mas no Campo de Golfe Mosholu no Bronx, o telhado de uma nova usina de tratamento de água é “representativo”, de acordo com o arquiteto paisagista Ken Smith, que trabalhou em cima dele junto com uma firma chamada Grimshaw, porque além de tudo é um campo de golfe de 36 mil metros quadrados.

Mesmo estando repleto de água potável, a instalação de 2,1 bilhões de dólares precisa ser mantida seca. As chuvas de verão e os degelos da primavera – que em outra situação castigariam o telhado verde – são naturalmente filtrados e coletados em drenos inovadores que desviam a água em torno do campo de golfe de 9 buracos. Aparentemente são necessários oito dias para a água contornar todo o circuito de irrigação.

Caso você esteja pensando sobre isso, este será o “maior telhado verde contíguo dos EUA”, de acordo com o Architect’s Newspaper, e ele por si só custar 95 milhões de dólares. Ele é também um impressionante passo para a cidade de Nova York na arena da arquitetura sustentável. A propósito, este não é um conceito, como muitos dos desenhos bonitos que publicamos.

George Carlin chamou o golfe de esporte elitista e um desperdício de espaço. Apesar de ser meio execrável, dá pra dizer que precisamos tirar o chapéu pro Carlin – um nativo de Nova York – nesta jogada (coincidentemente, o campo de golfe público Mosholu serve primordialmente a crianças desprivilegiadas). Então é isso, George – quem disse que a raça humana era idiota demais para ouvir a voz da razão? Ah, sim, foi você mesmo. [Architect’s Newspaper via Treehugger]