A franquia de jogos Assassin’s Creed, que neste ano completa 14 anos, terá uma adição inusitada: uma plataforma online de games em constante crescimento, repleta de cenários e histórias. Sob o codinome de Assassin’s Creed Infinity, o mais recente projeto da Ubisoft Entertainment SA foi revelado pela empresa nesta quarta-feira (7).

Explicando melhor: enquanto os títulos anteriores se passavam em um período histórico específico, como o Antigo Egito e Grécia, Infinity abrigará múltiplos contextos, expandindo-se com o passar dos meses e anos. Talvez daí venha o nome Infinity, traduzido literalmente como “infinito”. Ainda não há previsão de quando o título será lançado.

De acordo com a Bloomberg, o projeto ainda está em desenvolvimento e terá jogos individuais que podem “parecer diferentes dos antecessores”. Contudo, todos os títulos manterão uma conexão entre si. O que vai diferenciar Infinity dos games anteriores é que ele deve funcionar como um “serviço”: o jogador compra o jogo base, que por sua vez vai ganhando expansões ao longo dos anos, permitindo que sempre traga novidades.

A tendência de criar um jogo grátis segue inspirada no sucesso de Fortnite e GTA V, ambos com facilidade para atrair novos usuários e lucrar com transações anos após o lançamento. Além disso, Infinity quebrará a tradição de dividir as equipes de desenvolvimento em diversos locais, como geralmente acontece nos Assassin’s Creed. Os estúdios de Montreal e Quebec (Canadá) foram unificados há poucos meses, sendo que este segundo tomará conta exclusivamente do selo Assassin’s Creed.

Mesmo com a Ubisoft tendo uma das franquias mais rentáveis da indústria, aparentemente a nova abordagem pode ser ainda mais lucrativa. Por comparação: somente GTA V vendeu 140 milhões de unidades, enquanto todos os jogos da série Assassin’s Creed somados passam pouco mais de 150 milhões de unidades.

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A respeito das alegações de assédio sexual dentro da empresa de games, que vieram à tona há mais de um ano, a Ubisoft tem investigado os casos e tomou as medidas necessárias. Um problema levantado por funcionários, porém, é que certos gerentes permaneceram em tais cargos mesmo com a reorganização da equipe. A insatisfação a respeito da má conduta continua até hoje.

[Bloomberg]