Christina Koch passou o mês anterior orbitando a Terra a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Na semana passada, a astronauta da NASA soube que não voltaria para casa por mais dez meses. A sua estadia prolongada — estimada em 328 dias — irá estabelecer um novo recorde para o voo espacial mais longo completado por uma mulher.

As novas atribuições da tripulação da NASA foram anunciadas na semana passada, quando Koch (pronuncia-se “Cook”) soube que participaria das missões 59, 60 e 61 da Estação Espacial Internacional. Koch chegou à ISS em 14 de março e, se tudo continuar como planejado, não retornará à Terra até fevereiro de 2020.

“É fantástico”, disse Koch num vídeo divulgado pela NASA. “Eu sei que essa era uma possibilidade há muito tempo, e é realmente um sonho tornado realidade saber que posso continuar a trabalhar no programa que tanto valorizei em toda a minha vida. Ser capaz de contribuir para isso e dar o meu melhor todos os dias para isso, pelo maior tempo possível, é uma verdadeira honra e um sonho realizado”, disse ela.

A NASA também anunciou uma estadia prolongada para o astronauta Andrew Morgan, que se juntará à ISS neste ano, e o primeiro voo espacial para Jessica Meir, que está programado para setembro.

Com uma estimativa de 328 dias no espaço, Koch estabelecerá um novo recorde para o voo espacial mais longo completado por uma mulher. Ela quebrará o atual recorde da astronauta da NASA Peggy Whitson, que passou 288 dias no espaço de 2016 a 2017. Koch chegará perto do recorde geral da NASA atualmente mantido por Scott Kelly, que passou 340 dias no espaço de 2015 a 2016. O recorde de todos os tempos pertence ao cosmonauta russo Valeri Polyakov; ele passou 437 dias a bordo da estação espacial Mir de 1994 a 1995.

O objetivo das estadias prolongadas é recolher dados importantes sobre os efeitos do trabalho no espaço, como a influência da microgravidade, da radiação, do confinamento e do excesso de dióxido de carbono na saúde humana. À medida que a NASA recolher mais dados, a agência espacial será cada vez mais capaz de detectar a variabilidade entre os indivíduos e diferenças importantes entre homens e mulheres. Descobertas dessas missões irão fundamentar nossas estratégias para alcançar Marte e além.

“Os astronautas demonstram uma resiliência e adaptabilidade surpreendentes em resposta à exposição a voos espaciais de longa duração”, disse Jennifer Fogarty, cientista-chefe do Programa de Pesquisa Humana no Centro Espacial Johnson, da NASA, em Houston, em um comunicado. “Isso permitirá missões de exploração bem-sucedidas com astronautas saudáveis e prontos para o trabalho. A NASA está buscando desenvolver o que já aprendemos com astronautas extras no espaço por mais de 250 dias. A missão estendida de Christina fornecerá dados adicionais para o Programa de Pesquisa Humana da NASA e continuará a apoiar futuras missões para a Lua e Marte.”

Portanto, Koch ficará longe  de casa até fevereiro de 2020. Sem sombra de dúvida, os astronautas da NASA são bem resistentes.

[NASA]