A primeira missão da Axiom Space para a Estação Espacial Internacional (ISS) está prestes a acontecer. No próximo domingo, um foguete Falcon 9 Block 5, da SpaceX, voará rumo ao espaço com quatro tripulantes: Michael López-Alegría, Larry Connor, Mark Pathy e Eytan Stibbe. 

Três desses terão uma atribuição especial: testar um capacete desenvolvido pela startup israelense brain.space. O equipamento realiza eletroencefalogramas (EEG) em tempo real, analisando assim o comportamento do cérebro deles na microgravidade.

O capacete conta com 460 sensores ligados ao couro cabeludo da pessoa. Assim, o aparelho consegue indicar quais áreas do córtex estão ativas, se o usuário está concentrado, agitado e assim por diante. Um método bem mais prático do que as enormes máquinas de ressonância magnética.

Durante os dez dias de viagem, os astronautas usarão o capacete 20 minutos por dia enquanto executam algumas tarefas. Os trabalhos já foram feitos na Terra também com o uso do acessório, permitindo assim que os pesquisadores comparem o funcionamento do órgão nos diferentes cenários.

Em entrevista à Reuters, Yair Levy, presidente-executivo da brain.space, falou que em missões passadas já foram coletados dados sobre frequência cardíaca e informações sobre mudanças na massa muscular de astronautas, mas ainda há poucos elementos sobre o cérebro. 

“Sabemos que o ambiente de microgravidade afeta os indicadores fisiológicos do corpo. Então, provavelmente afetará o cérebro e gostaríamos de monitorar isso.” (Yair Levy, da brain.space)

O objetivo da empresa é desenvolver uma série de softwares que possibilitem o monitoramento cerebral no dia a dia. É mais ou menos o que os smartwatches fazem, só que na cabeça. 

O uso do capacete por astronautas na ISS configura a primeira demonstração pública da tecnologia. Nada como começar em grande estilo.