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Toda vez que apontamos um telescópio para o céu, estamos olhando para o passado. Das estrelas, nós só vemos imagens antigas. Este gráfico mostra até onde conseguimos enxergar no passado. Por enquanto, a imagem Ultra Deep Field IR chega a até 480 milhões de anos depois do Big Bang.

O Hubble encontrou este mês uma protogaláxia que surgiu 480 milhões de anos depois do Big Bang. Na verdade, ele conseguiu ver como era essa galáxia 480 milhões de anos depois do Big Bang – talvez ela nem exista mais hoje.

Como a luz viaja a cerca de 300.000 km/s, a imagem de galáxias a bilhões de bilhões de quilômetros de distância pode levar milhões e milhões de anos para chegar até nós. Por isso as imagens dos telescópios na verdade são imagens do passado, às vezes de um passado bem distante – apenas alguns milhões de anos depois do Big Bang, por exemplo.

O Telescópio Espacial James Webb nos permitirá ver o espaço 200 milhões de anos depois do Big Bang – ou seja, veremos ainda mais do passado. Em uma escala cósmica, isto é quase como olhar para o início de todas essas coisas no céu que chamamos de Universo.

Mas será que um dia chegaremos a ver o Big Bang através de um telescópio? Bem, na verdade nós já o vemos: é a radiação cósmica de fundo, a radiação térmica que preenche o universo. Conseguimos ver imagens de alguns milhões de anos depois do Big Bang, mas a energia do Big Bang em si já está entre nós. [NASA e io9]