Banco Central anuncia novos mecanismos de segurança para o Pix

Novas medidas entram em vigorem 5 de novembro, e devem melhorar a forma como bancos lidam com fraudes. Entenda o que muda
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O Banco Central divulgou um comunicado dizendo que planeja aprimorar os mecanismos de segurança do Pix, dando informações mais qualificadas para as instituições usarem nos mecanismos de prevenção a fraudes.

De acordo com o texto, publicado nesta terça-feira (2), serão duas atualizações principais: a notificação de infração e a consulta de informações vinculadas às chaves Pix para fins de segurança.

Por demandarem ajustes nos sistemas, tanto por parte do BC como das instituições
participantes do Pix, ambas as novidades passam a valer a partir do dia 9 de novembro deste ano.

O que vai mudar

A chamada “notificação de infração” permite que as instituições marquem as chaves e usuários sempre que houver suspeita de uma fraude na transação.

Nos próximos meses, esse registro passará a contar com novos campos. Isso vai permitir especificar a razão da notificação — como, por exemplo, golpe, estelionato, invasão da conta, coação, entre outros.

Será possível, assim, identificar também o tipo de fraude cometido. Suponhamos que usuário que abriu uma conta sob falsidade ideológica ou emprestou indevidamente sua conta para alguma fraude (a chamada “conta laranja”). O novo dispositivo do Pix será capaz de acusar esse uso indevido da ferramenta.

A outra funcionalidade envolve a consulta das informações de segurança armazenadas no âmbito do Pix. Instituições financeiras terão acesso a dados mais relevantes, como a quantidade de infrações de uma determinada conta laranja. Bancos poderão saber a quantidade de participantes que aceitaram notificação de infração daquele usuário ou chave, ou a quantidade de contas vinculadas a determinado usuário.

O Banco Central também se compromete a disponibilizar essas informações em um período de tempo maior. Atualmente, só é possível acessar dados de até 6 meses atrás. Com a mudança, a consulta passará a contemplar dados de até 5 anos.

Guilherme Eler

Guilherme Eler

Editor-assistente do Giz Brasil, são-carlense e vascaíno. Passou pelas redações de Superinteressante, Guia do Estudante e Nexo Jornal.

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