Todo mundo que já foi ao banco deve ter visto, pelo menos uma vez, alguém tendo problema com a porta giratória. Às vezes, separar carteira, chave e celular não é o bastante – aí cria-se aquele transtorno, tanto para quem está na porta como para quem quer entrar na agência. Mesmo assim, elas ajudam na segurança. Só que Itaú e Bradesco estão retirando as portas giratórias, de acordo com a Folha. Por quê?

Os bancos estão recebendo tanto processo judicial para indenizar danos morais, devido ao constrangimento para entrar no banco, que resolveram tirar as portas giratórias. É o que fontes dizem à Folha, mas os bancos não confirmam. Em pesquisa feita pela Folha, mais de mil casos como esses foram julgados no Estado de SP, e parte deles rendeu de R$5.000 a R$15.000 em indenizações cada.

O Itaú diz que vai retirar as portas giratórias em todo o Brasil, política que surgiu após a fusão com o Unibanco – que já não usava portas com detector de metal. Eles só vão deixar a porta giratória onde isso for obrigado por lei local, ou por insegurança. O Itaú diz que quer tornar as agências mais “amigáveis” para os clientes, inclusive tornando menos ostensivas as guaritas de vigilância. Eles também afirmam que as portas serão substituídas por outros equipamentos – só não dizem quais.

O Bradesco, por outro lado, nega que está removendo as portas de segurança. Mas a Folha visitou 12 agências do Bradesco em São Paulo, e nove não tinham a tal porta. Eu mesmo já estive em uma nova agência, inaugurada sem qualquer porta de segurança. E mais: a frente dessa agência é feita de vidro, e permite ver toda a movimentação interna. Em nota, o Bradesco afirma que as agências sem porta giratória seguem “um plano de segurança próprio aprovado pela Polícia Federal”.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira Leite, diz temer uma volta da onda de roubo a bancos. Enquanto as portas giratórias eram implementadas, nas décadas de 1980 e 1990, a cidade de São Paulo já chegou a registrar mais de 1.200 roubos a banco por ano. Em 2011, foram 251 casos. [Agora via FSP (só assinantes); imagem via]