Nos últimos 20 anos as discussões sobre uso consciente da água ganharam bastante notoriedade, e, cada vez mais, vão surgindo iniciativas para tornar o consumo de água potável em tarefas cotidianas mais eficiente, causando menos desperdício. Uma descarga, por exemplo, pode gastar de uma só vez de 12 a 30 litros de água. E é pensando nisso que o núcleo WaSH-AID da Universidade de Duke, em parceria com alguns pesquisadores, está desenvolvendo um projeto que tem tudo para ser o banheiro do futuro.

Mas como esse tal banheiro do futuro funciona?

O projeto é chamado de “Reclaimer”, e, inicialmente, pega todos os resíduos líquidos e grande parte dos resíduos sólidos e direciona-os para o recuperador onde são bombeados em altas velocidades através de um compartimento de ultrafiltração – que consiste em uma membrana de plástico nanoporosa que remove os sólidos suspensos restantes e a coloração escura da água. Após passar pelo sistema de ultrafiltração, o líquido passa através de um filtro de carvão ativado que remove todo o material orgânico solúvel responsável pela cor e odor.

Por último, o líquido segue para outro compartimento, onde os cloretos da urina são transformados em cloro, através de um tipo de tratamento eletroquímico que desinfeta o líquido e entrega água limpa e segura. Esta água limpa pode ser reutilizada com segurança para outras finalidades, como descargas, irrigação ou lavagem de roupas ou higienização de residências.

Além disso, o banheiro usa uma tecnologia — chamada de cérebro pelos desenvolvedores do projeto –, que controla todas as atividades durante o processo de tratamento da água usada na descarga, analisando o processo constantemente, acompanhando em tempo real e e gerenciando toda a atividade de tratar os resíduos e tornar a água reutilizável.

O Reclaimer, atualmente passa por testes e em uma fábrica têxtil na Índia, mas os desenvolvedores afirmam que o banheiro pode ser utilizado em locais dos Estados Unidos que atravessam secas e passam por um rápido aumento populacional.

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