O governo Biden fechou um acordo com a farmacêutica Pfizer para comprar 500 milhões de doses da vacina contra Covid-19. O objetivo é doá-las a países com poucas condições e que estão precisando delas. As informações são do The Washington Post

Segundo o comunicado, 200 milhões de doses estão programadas para este ano e os 300 milhões restantes serão distribuídos no primeiro semestre de 2022. As doses estão programadas para serem distribuídas por meio do Covax — um programa liderado pela Organização Mundial de Saúde e outros grupos humanitários, destinado a distribuir vacinas aos países necessitados – 92 desses países (junto com a União Africana) receberão essas doses da Pfizer. O Brasil está fora dessa lista.

De acordo com o Post, Biden deve anunciar o plano para 500 milhões de doses na reunião do G7 na Grã-Bretanha esta semana. Até agora, a resposta global do governo ao coronavírus foi criticada por aliados internacionais e defensores da saúde, que dizem que esforços como o Covax farão pouco para realmente diminuir desigualdades e ajudar os países que têm dificuldade para vacinar suas populações.

Ainda assim, isso é um pouco melhor do que o que o governo anunciou anteriormente. Na semana passada, a Casa Branca divulgou planos para uma distribuição internacional de vacinas, dizendo que a administração iria compartilhar “pelo menos” 80 milhões de doses em todo o mundo até o final do mês. Durante a primeira etapa deste lançamento, cerca de 6 milhões de doses seriam compartilhadas diretamente com países como a Índia, que recentemente passou por graves surtos de coronavírus.

As tentativas de países ricos para fechar essa conta até agora têm sido insuficientes – uma análise recente da Bloomberg descobriu que 40% das cobiçadas vacinas distribuídas globalmente foram para as populações das 27 nações mais ricas. Os países menos ricos administraram apenas 1,6% dessas doses.

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Para deixar isso bem evidente: enquanto mais da metade dos EUA já foi vacinada, países como o Paquistão e Guatemala vacinaram menos de 4% de suas populações, de acordo com o New York Times. A Síria, um país com menos de 1% de seus cidadãos vacinados, está passando por uma grande onda viral própria. Se Biden quiser diminuir a distância entre os que têm e os que não têm, o governo vai precisar intensificar ações como essa.