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Brasil vai emitir carteiras de identidade com tecnologia blockchain

A partir desta semana, estados como Goiás, Paraná e Rio de Janeiro começam a utilizar a tecnologia blockchain na emissão de carteiras de identidade. Nos próximos dois meses, outros estados se juntarão a eles.
Imagem: Divulgação

Na segunda-feira (25), governo anunciou vai utilizar a tecnologia blockchain na emissão das carteiras de identidade no Brasil.

A partir desta semana, estados como Goiás, Paraná e Rio de Janeiro começam a utilizar a tecnologia blockchain na emissão de carteiras de identidade. Nos próximos dois meses, outros estados se juntarão a eles.

O Decreto n.º10.977 estabelece que até 6 de novembro todos os órgãos emissores adotem o blockchain no novo formato de emissão das carteiras de identidade.

Esse avanço permite uma troca de dados mais segura entre a Receita Federal e os Órgãos de Identificação Civil (OICs). A Receita Federal introduziu a tecnologia blockchain na nova versão do Cadastro Compartilhado (b-Cadastros), contemplando também a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Blockchain nas carteiras de identidade traz maior segurança

A tecnologia blockchain que estará nas carteiras de identidade é uma criação do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). Agora, além de permitir que os OICs realizem operações de emissão, atualização e consulta de CPFs, o blockchain também servirá para emitir carteira de identidade.

Em 2022, a atualização da emissão das carteiras de identidade trouxe novos recursos de segurança, como um QR Code à prova de fraudes. Além disso, a nova carteira de identidade possui uma versão digital disponível no app Gov.br.

Desse modo, a implementação do blockchain se alinha ao novo formato que o governo usa para emitir as novas carteiras de identidade, visando ampliar a segurança.

O que é blockchain?

Se você ainda não conhece, blockchain é uma tecnologia que atua como um registro digital, armazenando dados em blocos interligados.

Imagine o blockchain como um “diário digital” imutável e descentralizado: após adicionar a informação, modificar essa entrada é extremamente difícil, o que aumenta a segurança do sistema.

O blockchain do Serpro que estará nas carteiras de identidade do Brasil

Imagem: Receita Federal/Divulgação

O aspecto descentralizado do blockchain, distribuído por vários pontos, minimiza o risco de ataques cibernéticos. A tecnologia ainda oferece transparência, rastreando todas as ações e reforçando a confiança dos usuários.

“O blockchain desempenha um papel fundamental ao proteger a privacidade dos dados e evitar fraudes, proporcionando uma navegação digital mais segura para todos”, comenta Alexandre Amorim, presidente do Serpro. Aliás, Amorim enfatiza que modificar ou falsificar informações na rede blockchain é praticamente impossível.

Para Rogério Mascarenhas, secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a tecnologia blockchain é uma evolução crucial no projeto de atualização das carteiras de identidade.

Usando blockchain para emitir novas carteiras de identidade, o governo do Brasil, de acordo com Rogério Mascarenhas, facilitar o acesso a recursos ao integrar diversas áreas.

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