O cenário parece impossível: um buraco negro passando do nada pelo nosso sistema solar. Se isso acontecesse, obviamente seria ruim, e é por isso que é um assunto perfeito para um grande filme de desastre de Hollywood. Mas a representação de Hollywood irá parecer com a realidade? Um pesquisador astrofísico nos disse que, em grande parte, sim.

• Cinco cenas do cinema com movimento de câmera genial
• Você já reparou no mais novo som irritante aparecendo em todo trailer de filme?

Primeiro, a notícia. Brad Peyton, o diretor de Terremoto: a Falha de San Andreas, acabou de vender os direitos de um filme chamado Black Hole [Buraco Negro]. A STX vai fazer o filme, que é sobre o que aconteceria se um buraco negro entrasse no sistema solar. “Cidades são atacadas por meteoros gigantes, continentes são destruídos por supervulcões, e a mudança de eixo da Terra causa uma terrível segunda Era do Gelo. Enquanto isso, um time de cientistas, soldados e astronautas precisa trabalhar junto para salvar o planeta da iminente aniquilação global”, diz a descrição do roteiro no Deadline (Obviamente, esse filme não tem nada a ver com o filme da Disney de 1979, O Buraco Negro).

Para saber o quão precisa é essa descrição, nós mandamos um e-mail para Nick Stone, um pesquisador astrofísico da Universidade de Columbia. “Eu diria que dois dos três desastres descritos na verdade são bem plausíveis, se aceitarmos a premissa de um buraco negro passar pelo nosso sistema solar”, ele disse.

Stone explicou que existem muitas variáveis que mudariam os efeitos na Terra, como o tamanho do buraco negro e sua distância do Sistema Solar. Um buraco negro “supermassivo” é tão grande que ele simplesmente mataria tudo, então provavelmente o filme vai mostrar um de “massa estelar”.

Agora, se o buraco negro passar a uma boa distância, Stone sugere que ele projetaria asteroides e coisas parecidas em direção à Terra, mas isso poderia levar séculos. Um pouco mais próximo, e ele desmancharia o Cinturão de Asteroides com impactos vindo em nossa direção em um ano. Essa é a boa notícia. A distância média também mudaria da órbita elíptica da Terra, criando um novo “ciclo de estações”.

“Durante a aproximação da Terra do Sol, as temperaturas aumentariam imensamente, muito mais do que no verão tradicional, enquanto em sua maior distância, as temperaturas diminuiriam muito mais do que estamos acostumados no inverno”, Stone explicou. “É difícil dizer qual seria o efeito no clima a longo prazo, mas, dependendo da elipse da órbita da Terra, ela poderia se transformar imprópria para a vida.”

E então também temos o pior cenário possível: se o buraco negro estivesse realmente bem próximo do nosso planeta. “Se o buraco negro passasse extremamente perto da Terra, suas forças quebrariam a crosta terrestre, criando os supervulcões citados no release de imprensa. No entanto, se o buraco negro chegasse tão perto, a Terra provavelmente seria ejetada para fora do sistema solar, causando problemas ainda maiores enquanto o planeta congela”, Stone disse. Talvez seja esse o final do filme?

Peyton irá dirigir Black Hole com um script que ele escreveu junto com Philip Gawthorne. No entanto, quando exatamente o filme vai acontecer ainda não está definido. O diretor está prestes a fazer Rampage, com Dwayne Johnson, está desenvolvendo Journey 3, com o mesmo Dwayne Johnson, e está trabalhando em uma sequência de San Adreas com, adivinha, Dwayne Johnson.

Talvez uma das pessoas que salve a Terra em Black Hole seja interpretada por Dwayne Johnson? Parece bem provável.

“Eu espero que [Black Hole] seja um começo de uma série de filmes e que esse seja apenas o começo de uma história maior”, Peyton disse.

Isso quer dizer que, tipo, mais de um buraco negro vai aparecer? Você tem como derrotar um buraco negro? Nem mesmo um especialista poderia responder isso.

[Deadline]

Imagem do topo: PD