Após visitar a atração Camera Obscura and World of Illusions em Edinburgo, na Escócia, em maio deste ano, Bal Gill, de 41 anos, estava olhando as fotos da viagem quando percebeu que as imagens capturadas pela câmera térmica mostravam uma região de calor em seus seios.

Ela decidiu então agendar uma consulta médica, que resultou em um diagnóstico de câncer de mama em estágio inicial. Ela escreveu uma carta para a Camera Obscura contando sua história e disse que já foi submetida a duas cirurgias e tem mais uma agendada para prevenir que o tumor se espalhe.



“Eu só queria dizer obrigada: sem essa câmera, eu nunca saberia. Sei que não é a intenção da câmera, mas para mim foi realmente uma visita que mudou minha vida”, disse Gill na carta que foi publicada no site da Camera Obscura.

Apesar do diagnóstico inesperado, especialistas alertam que esse foi um caso pontual e que as câmeras de imagem térmica não devem ser utilizadas como aparelhos de exame médico.

Caroline Rubin, vice-presidente de radiologia clínica na Royal College of Radiologists, disse à CNN que as câmeras térmicas mapeiam padrões de calor e fluxo sanguíneo próximos à superfície do corpo, e que tumores geram calor já que costumam ter bom suprimento de sangue. No entanto, eles variam muito em tamanho e posições e, portanto, a termografia não é um método eficaz comprovado.

Outubro é o mês de conscientização internacional sobre o controle de câncer de mama e Rubin reforça a importância de realizar exames de mamografia de rotina. Muitas mulheres são diagnosticadas após perceberem alguns sintomas, mas muitas não sentem nenhum incômodo.

Especialistas recomendam que os exames de mamografia sejam realizados principalmente em mulheres a partir de 40 e 50 anos de idade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), aqui no Brasil, o câncer de mama representa cerca de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino, sendo que a estimativa é de 59.700 novos casos diagnosticados só em 2019.

[CNN]