Pesquisadores da Universidade de Nantes, na França, revelaram o que eles chamam de a primeira casa impressa em 3D a servir de lar no mundo. Eles afirmam que esta é a primeira casa construída in situ (no local) para habitação usando uma impressora 3D robô.

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A parte do trabalho designada ao robô, chamado de BatiPrint3D, durou 18 dias, construindo paredes ocas com um polímero especial que depois foram preenchidas com concreto para garantir o isolamento. A casa é equipada com vários sensores para monitorar umidade, qualidade do ar e temperatura e conta com equipamentos para analisar as propriedades térmicas da construção. Tudo isso leva os pesquisadores a dizerem, segundo a agência de notícias Reuters, que os moradores poderão economizar energia.

Moradores esses que devem passar a habitar o local já a partir de julho. Neste mês de abril, segundo o 20 Minutes, a propriedade será disponibilizada para alguma família local de Nantes que preencha os critérios de elegibilidade para ser contemplada por programas de habitação social.

A casa tem 95 metros quadrados e cinco cômodos e pode ser a primeira de muitas do tipo na França. Em Nantes mesmo, as autoridades planejam mais projetos de construções impressas em 3D, como um edifício de recepção pública e até um condomínio, de acordo com a Reuters.

Em entrevista à Reuters, Benoit Furet, professor que trabalhou no projeto, evitou dizer que este é o futuro das moradias, mas apontou os pontos fortes do projeto: “Se isso é o futuro? É uma solução e um princípio construtivo que é interessante, porque criamos a casa diretamente no local e, além disso, graças ao robô, conseguimos criar paredes com formatos complexos”.

Em diversos cantos do mundo, projetos parecidos estão sendo ensaiados. Recentemente, por exemplo, uma startup de Austin, no Texas, apresentou no festival SXSW seu projeto de casas impressas em 3D, com planos de construir uma comunidade com 100 moradias em El Salvador já em 2019. O método desenvolvido pela empresa envolve imprimir uma casa de 60 metros quadrados a partir de cimento em apenas 24 horas.

[Reuters]

Imagem do topo: Reprodução/Ville de Nantes