De acordo com informações recentemente divulgadas, o chefe de segurança global da Apple, Thomas Moyer, é acusado por sua suposta participação em um esquema para obter autorizações de porte de arma para a equipe de segurança da empresa. Em troca, ele teria fornecido iPads aos policiais.

Na segunda-feira (23), o escritório do promotor distrital de Santa Clara divulgou que uma investigação concluiu que o subxerife do condado de Santa Clara, Rick Sung, e o capitão James Jensen negaram autorizações de porte oculto, que permite carregar armas sem que elas fiquem à mostra, de interessados em obtê-los por meio de um processo tradicional. Em vez disso, os policiais supostamente realizaram uma operação para pressionar os requerentes a oferecer produtos em troca das licenças.

Moyer foi indiciado por supostamente subornar um oficial. Autoridades disseram que ele prometeu “200 iPads no valor total de cerca de US$ 70.000” em troca da aprovação de quatro licenças de porte oculto. Um corretor de seguros chamado Harpreet Chadha também foi acusado de prometer US$ 6.000 em ingressos de camarote para um jogo do time de hóquei San Jose Sharks em troca das cobiçadas licenças.

As autoridades disseram que a investigação está em andamento há dois anos e que Jensen já foi acusado em um caso relacionado, mas separado. A promotoria afirma que, logo após 2 de agosto de 2019, Moyer e Sung foram alertados sobre um mandado de busca e apreensão buscando os registros de licença de porte oculto do departamento do xerife e posteriormente desistiram de seguir com o plano.

A Apple não respondeu ao pedido de comentário do Gizmodo, mas o advogado de Moyer, Ed Swanson, nos enviou uma declaração dizendo que seu cliente “é inocente das acusações movidas contra ele”. Swanson disse que Moyer é um respeitado veterano da Marinha que trabalhou na Apple por 14 anos.

“Em última análise, este caso é sobre uma disputa longa, amarga e muito pública entre o xerife do condado de Santa Clara e a promotoria, e Tom é um dano colateral a essa disputa”, disse o advogado. Poucas evidências foram oferecidas pela promotoria, e os réus devem ser processados ​​em 11 de janeiro de 2021.

Embora este pareça ser o caso de uma delegacia corrupta se aproveitando dos cidadãos, é preciso perguntar por que Moyer achou que precisava subverter os canais oficiais para conseguir o que precisava, já que ele ocupa uma posição influente em uma das corporações mais poderosas do mundo. A Apple tem uma equipe jurídica incrível para avaliar uma possível tentativa de suborno em nome da polícia. Em um comunicado, o procurador distrital Jeff Rosen disse que “quem pede suborno deve ser denunciado à promotoria, não recompensado”.