A missão da China para explorar o lado mais distante da lua deve ser lançada na próxima segunda-feira (lá na China). De acordo com a reportagem do Guardian:

O satélite de comunicação Chang’e 4 ficará posicionado a cerca de 60.000 quilômetros da parte de trás da lua e oferecerá uma ligação de comunicação para uma sonda que foi projetada para pousar e explorar o lado mais distante da lua, que nunca fica virada para a Terra. O satélite de comunicação foi batizado como Queqiao, que significa Ponte de Pega, nome que vem de uma história folclórica chinesa na qual um bando de pássaros Pega formam uma ponte sobre a Via Láctea para permitir que um casal separado de amantes se una.

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Os amantes, nesse caso, são provavelmente o satélite e a futura sonda. A China anunciou seus planos de aterrisar no lado distante da Lua em 2016. O feito seria algo inédito para a humanidade – mas demandará bastante trabalho.

Como o jornal Xin’hua noticia, é impossível se comunicar diretamente com o lado distante da Lua, que sempre está oposto à Terra. O satélite Queqiao irá transmitir sinais entre a sonda e o nosso planeta. Ele ficará posicionado no Ponto de Lagrange 2, uma posição além da órbita da Lua onde pequenos objetos mantêm a mesma posição relativa a nós enquanto orbita o Sol.

O lançamento incluirá ainda alguns outros satélites menores. À bordo do Queqiao estarão um detector de radio frequência para medir sinais de estrelas do universo primordial – saiba mais sobre esses sinais aqui (em inglês). É uma missão de prova de conceito para uma potencial antena de rádio baseada no espaço – ou na lua.

A Chang’e 4 se juntará a outras missões lunares chinesas bem sucedidas. Chang’e 1 e 2 orbitaram a Lua e Chang’e 3 aterrizou na lua e explorou a parte mais próxima do satélite natural. A Administração Espacial Nacional da China planeja trazer de volta uma amostra da Lua com o Chang’e 5, que deve ser lançada em 2019. O país realizou testes do Chang’e 5 em 2014.

Se tudo acontecer como planejado, a China espera colocar humanos na Lua até o final da década de 2030.

[Xin’hua, Guardian]

Imagem do topo: NASA