Em um anúncio nesta quarta-feira (17), China e Rússia fecharam um acordo de cooperação para a construção de várias bases de pesquisa na Lua, criando assim uma estação lunar internacional de estudo espacial e científico.

A Estação de Pesquisa Lunar Internacional (ILRS, na sigla em inglês) vai erguer uma base robótica no pólo sul da Lua.Os primeiros investimentos serão as próximas missões da Chang’e – a Chang’e 6, 7 e 8 -, além de missões da própria Rússia, como a Luna 27. A ideia é que, no início de 2030, o projeto envolva missões robóticas de longo prazo, e mais adiante missões potencialmente de curto prazo envolvendo astronautas humanos. A expectativa é que a primeira missão tripulada na região aconteça em algum momento entre os anos de 2036 e 2045.

De acordo com a agência espacial russa Roscosmos, já foram realizados procedimentos internos para “harmonizar o Memorando de Entendimento entre o Governo da Federação Russa e o Governo da República Popular da China sobre a cooperação para criar a Estação de Pesquisa Lunar Internacional”, como informa o site SpaceNews.

Assine a newsletter do Gizmodo

Ainda não há uma data oficial para a assinatura do tratado entre os dois países. Sabe-se apenas que deverá coincidir com algum evento espacial internacional. Lembrando que, em junho, será realizada a Conferência de Exploração Espacial Global, em São Petesburgo.

A parceria entre Rússia e China também marca uma disputa geopolítica entre as agências espaciais dos dois países e a NASA. Até então conhecida pela liderança no lançamento de missões e programas espaciais, a agência estadunidense vem enfrentando forte concorrência de governos que buscam iniciativas próprias de exploração espacial. Prova disso é que apenas oito nações toparam ingressar nos Acordos Artemis, que visam levar seres humanos para a Lua na próxima década. Além disso, a Agência Espacial Europeia flerta com a possibilidade de ingressar no projeto da ILRS, o que poderia causar um desfalque nos planos futuros da NASA.

[SpaceNews]