Esqueça espátulas e escovas minúsculas: agora a ferramenta essencial para a arqueologia é o laser. No mês passado, pesquisadores em uma floresta de Honduras usaram lasers para encontrar uma cidade dourada até então perdida.

Agora arqueólogos no Camboja, na Ásia, encontraram uma cidade esquecida que é ainda mais antiga. Bem-vindo a Mahendraparvata, uma metrópole que ficou escondida da humanidade por um milênio inteiro.

A cidade ficou escondida em um canto da selva cambojana, pontilhada por estranhos templos em ruínas acima do solo, mas não se sabia a extensão em que a cidade continuava por baixo dos arbustos e terra.

Então pesquisadores trouxeram uma tecnologia de escaneamento a laser, transportada por via aérea e conhecida como LIDAR. E, de repente, era como se as ruínas da cidade ganhassem vida de novo. Damian Evans, pesquisador arqueológico da Universidade de Sydney, descreve o momento da descoberta ao The Age:

Com este instrumento – bang – de repente vimos a imagem imediata de uma cidade inteira que ninguém sabia que existia, o que é simplesmente notável.

Mas Mahendraparvata não é uma cidade perdida qualquer: ela é a mais antiga no Camboja, mais do que a “Angkor Wat” em algumas centenas de anos. Muito provavelmente, ela é o motivo pelo qual Angkor Wat pôde ser construída. E agora que os pesquisadores estão cientes da magnitude de Mahendraparvata e de seus recursos ocultos, eles podem começar a explorar e escavar.

O Lidar já foi utilizado para coisas como caçar piratas e mapear a floresta amazônica no Peru. Ele consegue atravessar a folhagem e mostrar o que há no chão. Mas neste caso, em que ele descobriu as ruínas, isto é só o começo.

Até agora, o Lidar só observou uma pequena área do que toda a cidade poderia ser, e as ruínas continuam para além do alcance do scanner. O plano é continuar explorando, com estratégias tradicionais e high-tech, para tentar descobrir o que mais está escondido. Quem sabe o que eles conseguirão desenterrar. [The Age]